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Agência Correio
Publicado em 17 de fevereiro de 2026 às 13:32
Conhecidas pela sigla GRBs, as explosões de raios gama são rajadas extremamente poderosas de radiação de alta energia vindas do espaço profundo. >
Elas foram descobertas nos anos 1960 por satélites militares norte-americanos que procuravam testes nucleares e, em vez disso, detectaram flashes intensos de raios gama vindos do céu, algo que ninguém ainda sabia explicar na época. >
Caso na Inglaterra
Só décadas depois os astrônomos começaram a entender sua origem cósmica, associando esses sinais à morte de estrelas ou à colisão de objetos compactos como estrelas de nêutrons. >
Em 2025, uma equipe de telescópios espaciais detectou um sinal de alta energia que se estendeu por cerca de sete horas, totalizando aproximadamente 25.000 segundos de emissão contínua. >
Essa duração superou todos os registros anteriores de explosões de raios gama, que normalmente duram apenas segundos ou minutos. >
O evento foi catalogado como GRB 250702B, e não foi uma explosão isolada: três rajadas sucessivas pareceram surgir da mesma região do céu, levando os cientistas a concluírem que se tratava de um único fenômeno extraordinário.>
O monitoramento foi feito principalmente por instrumentos de campo amplo e alta energia, como o Fermi Gamma-ray Space Telescope, que escaneiam grandes regiões do céu em busca de pulsações de radiação destacando-se sobre o ruído de fundo. >
Quando um sinal é detectado, dados são enviados automaticamente aos centros de análise.>
A pesquisadora Eliza Neights, do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, explicou em entrevista à revista BBC Sky at Night Magazine que foi exatamente esse tipo de monitoramento que permitiu identificar o GRB 250702B como um único evento de duração recorde.>
Até agora, os modelos clássicos de explosões de raios gama incluem cenários como: >
Os cientistas agora consideram modelos alternativos, incluindo um processo chamado “fusão de hélio”, no qual um buraco negro em órbita de uma estrela rica em hélio acaba entrando em sua atmosfera e consumindo-a, sustentando um jato energético por muito mais tempo do que o esperado. >