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Bateu as botas, e agora? O que a ciência diz sobre o que realmente acontece quando partimos 'dessa para melhor'

Especialistas analisam os estágios do falecimento e discutem por que o processo pode ser muito menos assustador do que imaginamos

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Raphael Miras
  • Agência Correio

  • Raphael Miras

Publicado em 24 de abril de 2026 às 21:00

Do último suspiro à atividade cerebral residual: o que a ciência e a medicina explicam sobre os momentos finais da vida humana
Do último suspiro à atividade cerebral residual: o que a ciência e a medicina explicam sobre os momentos finais da vida humana Crédito: Banco de imagem

Acredita-se, que a população mundial já se perguntou sobre o que acontece após a morte. Será que vamos para o céu? Ou apenas fecharemos os nossos olhos e dormimos sem ter uma esperança de acordar.

A morte ainda é o maior tabu da nossa sociedade, mas para a ciência, ela é um processo fluido e repleto de etapas que vão muito além do último suspiro.

Se antes o fim era visto apenas sob o prisma da religião ou do mistério, atualmente pesquisadores conseguem mapear alguns ‘sinais elétricos’ no cérebro, detectando alguma pista sobre o que acontece após a morte. Confira a seguir:

Enterro por Shutterstock

O último brilho da consciência

Estudos pioneiros indicam que a morte não é um interruptor que se apaga instantaneamente.

Quando o coração para de bater e o fluxo de sangue é interrompido, os neurônios realizam um esforço final para poupar energia, entrando em um estado de "silêncio elétrico".

No entanto, esse processo é seguido por uma onda de energia térmica conhecida como "tsunami cerebral", que marca o colapso das células.

Curiosamente, a ciência registrou que, nesses instantes, o cérebro pode apresentar um aumento nas oscilações gamma, ondas cerebrais ligadas à recuperação de memória e processamento visual. Isso sugere que, embora o corpo esteja falhando, a mente pode estar repassando momentos marcantes da vida do indivíduo.

Fenômenos como a lucidez terminal — quando pacientes graves recuperam subitamente a clareza mental pouco antes de morrer — continuam sendo um dos maiores enigmas para a neurociência.

A biologia do adeus

Após o evento clínico da morte, a natureza assume o controle através de um cronograma biológico preciso. O processo de decomposição não começa de imediato; ele leva entre 12 e 14 horas para se tornar notável.

A primeira fase é a autólise, que começa cerca de uma hora após o falecimento com a interrupção da circulação, resultando no resfriamento da pele.

Nos dias seguintes, o corpo passa pela putrefação, onde bactérias liberam gases que causam inchaço, e pela colonização, momento em que o ciclo biológico se acelera. Esse processo é universal, agindo da mesma forma com todos, embora técnicas modernas de conservação possam retardá-lo para permitir ritos de despedida.