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Helena Merencio
Agência Correio
Publicado em 6 de junho de 2026 às 07:00
Brasileiros que pretendem viajar por parte da América do Sul poderão usar a Carteira de Identidade Nacional, conhecida como CIN, como documento de viagem em oito países da região. >
A medida inclui a nova identidade brasileira entre os documentos válidos para circulação internacional dentro dos acordos do Mercosul, sem necessidade de apresentar passaporte.>
Brasileiros poderão usar Carteira de Identidade Nacional para entrar nos países abaixo:
A aprovação ocorreu na sexta-feira (29/5), durante reunião de ministros do Mercosul em Assunção, no Paraguai. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi assinada a inclusão da CIN brasileira como documento válido para trânsito entre países do bloco.>
Com a mudança, a nova identidade poderá ser apresentada em viagens para Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. >
Esses destinos integram o Mercosul ou mantêm acordos regionais que permitem a circulação de brasileiros com documento de identidade válido.>
Na prática, a CIN entra na lista de documentos aceitos para deslocamentos contemplados por esses acordos. >
A regra, porém, não elimina outras exigências migratórias nem dispensa o viajante de verificar as condições do país de destino antes do embarque.>
Entre os destinos previstos estão Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.>
Esses países fazem parte do sistema de circulação regional que permite viagens sem passaporte em situações específicas. >
A Polícia Federal informa que, em viagens de turismo ao Mercosul, o passaporte pode ser dispensado quando o viajante apresenta documento de identidade em bom estado e com foto que permita reconhecer o titular.>
Mesmo com a autorização, a conferência final cabe às autoridades migratórias e às empresas responsáveis pelo embarque. Por isso, o documento precisa estar legível, conservado e adequado para identificação.>
Antes de viajar, não basta ter a CIN emitida. A versão física do documento deve ser levada na viagem, já que a identidade digital disponível em aplicativo oficial não substitui, por enquanto, a apresentação do documento impresso nos controles migratórios internacionais.>
Órgãos de identificação alertam que a carteira física continua sendo exigida em viagens para países do Mercosul. A falta do documento impresso pode causar impedimento de embarque ou recusa de entrada no destino.>
Também vale conferir o estado de conservação da carteira. Dados apagados, documento danificado, rasuras ou fotos que dificultem a identificação do titular podem gerar problemas durante a viagem.>
A Carteira de Identidade Nacional foi criada para padronizar a identificação civil no Brasil e substituir gradualmente o antigo RG. No novo modelo, o CPF passa a ser usado como número único de identificação, válido em todo o território nacional.>
Com isso, a proposta é reduzir duplicidades, diminuir erros nos registros e ampliar a segurança contra fraudes. A CIN também possui versões física e digital, QR Code e integração de dados em um sistema nacional mais seguro.>
Essa padronização facilita a validação das informações por diferentes órgãos públicos e torna o documento mais alinhado a padrões internacionais de identificação.>
A dispensa do passaporte não se aplica a qualquer viagem internacional. O uso da CIN fica restrito aos países alcançados pelos acordos regionais de circulação.>
Para destinos fora do Mercosul e dos países associados contemplados por essas regras, o passaporte continua sendo necessário. A Casa Civil informa que, para os demais países, ainda é exigida a apresentação do passaporte.>
Antes de embarcar, o viajante deve conferir às exigências migratórias do destino, já que cada país mantém regras próprias de entrada, permanência e documentação.>