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Helena Merencio
Agência Correio
Publicado em 8 de maio de 2026 às 08:00
A história de Valença, conhecida como Capital do Queijo do Estado do Rio de Janeiro, não começou com esse alimento; na verdade, Valença tem sua origem no ano de 1823, a partir de um aldeamento, isto é, um povoado dos indígenas da região, que eram suprimidos pelos jesuítas. >
Até mesmo o nome da cidade é em função de uma homenagem ao descendente de nobres da cidade de Valência, na Espanha, Dom Fernando José.>
Valença RJ
No entanto, embora as raízes deste município sejam controversas, a narrativa que vem sendo trilhada por ele é um pouco distinta; em 2025, a cidade foi reconhecida como capital do queijo por meio de sanção da Lei 11.065.>
Esse marco representa um grau maior de relevância para Valença, uma vez que a produção queijeira é um grande aparato local, movimentando economia, agropecuária, artesanato e cultura.>
Além disso, Valença fica localizada no Vale do Café, região turística com fazendas do Império português, casarões e ainda inclui jardins com paisagismo francês.>
Quem faz o passeio por esse percurso consegue visitar fábricas produtoras de vários tipos de queijos, de inúmeras naturezas; derivados de leites de cabras, vacas e até mesmo búfalas.>
A visita começa pelo Empório Rural, que faz a economia girar colocando à venda produtos dos comerciantes locais, como cervejas artesanais e pimentas, todos os alimentos produzidos na região.>
Em seguida, o visitante começa a conhecer as fazendas; uma delas, a Fazenda Capril do Lago, possui um queijo premiado na França como um dos melhores queijos de cabra do mundo.>
Por fim, o trajeto para nos espaços de degustação, onde existe uma variedade de queijos a disposição, para que sejam experimentados à vontade.>
É indicado que quem está degustando siga uma sequência de sabores, do mais suave ao de sabor mais intenso.>
Para que a cidade de Valença se erguesse, a economia foi construída pedra sob pedra em cima da produção de café; a região do Vale do Café como um todo já chegou a responder por cerca de 75% de toda a produção nacional do café, em 1860, de acordo com informações registradas no Instituto Preservale.>
Embora os prédios, hoje históricos, da região, tenham superado sua própria era, se mantendo em pé até os dias de hoje, fragmentos dessa narrativa acabaram ficando para trás.>
Naquela época, os barões costumavam investir o dinheiro que possuíam nos casarões, obras públicas e igrejas; aconteceu, inclusive, uma apresentação no Teatro Glória para uma plateia de fazendeiros, pelo pianista polonês Gottschalk, no ano de 1869.>
É possível passear por diversos pontos do Vale do Café sem precisar se deslocar demais. No centro, se concentra a arquitetura do apogeu cafeeiro, já zonas mais afastadas guardam uma viagem ao tempo para o período do Brasil Imperial.>
Inaugurada em 1844, a Ponte dos Arcos é um marco de 100 metros, uma ponte feita a partir de pedra, cal e óleo de baleia. Esse ponto teve a presença de Dom Pedro II em seu primeiro dia e pode ser visitado na cidade de Conservatória, próxima a Valença.>
Ainda em Conservatória, existe a Fazenda Histórica, de infraestrutura neoclássica e cenário de novelas como Sinhá Moça e A Escrava Isaura. Além dela, também se pode visitar a Fazenda Vista Alegre, a Catedral de Nossa Senhora da Glória e a Praça Visconde do Rio Preto para uma visita ao passado.>