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Agência Correio
Helena Merencio
Publicado em 23 de março de 2026 às 13:00
Aquele mau-humor de segunda-feira pode estar além do cansaço. Estudos recentes têm aprofundado a relação entre intestino e cérebro. Evidências sugerem que exageros alimentares, como consumo de álcool e ultraprocessados, podem influenciar o humor, energia e concentração. >
O eixo intestino-cérebro mostra que digestão e saúde mental estão conectadas, e alterações na microbiota podem interferir na produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar.>
Iogurte - saúde e alimentação
Pesquisas publicadas na Nature Reviews Gastroenterology & Hepatology destacam que as bactérias intestinais participam da produção de substâncias que modulam emoções e outras funções cerebrais, reforçando a importância da microbiota na saúde mental.>
O intestino contém trilhões de microrganismos que auxiliam na digestão, imunidade e comunicação com o cérebro. >
Cerca de 90% da serotonina do organismo é produzida nesse órgão, neurotransmissor essencial para regular humor, sono e sensação de bem-estar.>
Dietas ricas em açúcar, álcool e ultraprocessados reduzem a diversidade bacteriana e favorecem a inflamação. Essas alterações podem se manifestar em ansiedade, fadiga e irritabilidade, e estudos indicam impacto também na depressão. >
Nutricionistas destacam que hábitos alimentares equilibrados promovem um intestino saudável e maior estabilidade emocional.>
A comunicação entre intestino e cérebro ocorre em grande parte pelo nervo vago, que transmite sinais sobre digestão, inflamação e estado metabólico. >
O cérebro interpreta essas informações e ajusta hormônios e neurotransmissores conforme necessário.>
Quando a microbiota está equilibrada, essa comunicação funciona de forma eficaz. Inflamação intestinal, no entanto, envia sinais negativos, podendo causar cansaço, irritabilidade e dificuldade de concentração: efeitos relatados após períodos de alimentação desequilibrada.>
Alguns alimentos fortalecem a microbiota, enquanto outros a prejudicam. Produtos fermentados, ricos em probióticos naturais, favorecem o crescimento de bactérias benéficas. Exemplos incluem iogurte natural, kefir, chucrute, missô e kimchi. Esses alimentos contribuem para digestão e imunidade, como destacado em matérias sobre probióticos e saúde intestinal.>
Ultraprocessados com altos níveis de açúcar, sódio e aditivos tendem a reduzir a diversidade bacteriana e estimular a inflamação. >
Estudos recentes mostram que excesso de sal, por exemplo, prejudica microrganismos benéficos e compromete a saúde intestinal.>
Embora alterações na microbiota ocorram ao longo do tempo, pequenas mudanças podem melhorar rapidamente a sensação de bem-estar. >
Entre as medidas recomendadas por nutricionistas estão aumentar a ingestão de fibras, consumir alimentos fermentados, beber mais água, reduzir ultraprocessados e álcool, além de priorizar sono e atividade física.>
Fibras presentes em frutas e cereais integrais alimentam bactérias benéficas e favorecem a digestão. >
Aumentar líquidos e nutrientes após exageros alimentares ajuda a aliviar desconfortos e melhora o humor, conforme orientações publicadas em matérias sobre alimentação saudável.>
Não existe um “reset” imediato, mas ajustes simples na rotina já podem refletir em energia, digestão e bem-estar. >
Especialistas reforçam que consistência é fundamental: hábitos regulares são mais eficazes que soluções rápidas para manter a microbiota saudável e o equilíbrio emocional.>