Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Cérebro é o segundo intestino: por que a dieta de fim de semana está afetando seu humor hoje

Pesquisas indicam que escolhas alimentares do fim de semana podem alterar a microbiota intestinal e afetar o bem-estar nos dias seguintes

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Helena Merencio
  • Agência Correio

  • Helena Merencio

Publicado em 23 de março de 2026 às 13:00

Não existe um “reset” imediato, mas ajustes simples na rotina já podem refletir em energia, digestão e bem-estar
Não existe um “reset” imediato, mas ajustes simples na rotina já podem refletir em energia, digestão e bem-estar Crédito: Freepik

Aquele mau-humor de segunda-feira pode estar além do cansaço. Estudos recentes têm aprofundado a relação entre intestino e cérebro. Evidências sugerem que exageros alimentares, como consumo de álcool e ultraprocessados, podem influenciar o humor, energia e concentração.

O eixo intestino-cérebro mostra que digestão e saúde mental estão conectadas, e alterações na microbiota podem interferir na produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar.

A combinação de nutrientes do iogurte fortalece as defesas do organismo e reduz infecções (Imagem: chaponta | Shutterstock) por Imagem: chaponta | Shutterstock

Pesquisas publicadas na Nature Reviews Gastroenterology & Hepatology destacam que as bactérias intestinais participam da produção de substâncias que modulam emoções e outras funções cerebrais, reforçando a importância da microbiota na saúde mental.

O papel do eixo intestino-cérebro

O intestino contém trilhões de microrganismos que auxiliam na digestão, imunidade e comunicação com o cérebro.

Cerca de 90% da serotonina do organismo é produzida nesse órgão, neurotransmissor essencial para regular humor, sono e sensação de bem-estar.

Dietas ricas em açúcar, álcool e ultraprocessados reduzem a diversidade bacteriana e favorecem a inflamação. Essas alterações podem se manifestar em ansiedade, fadiga e irritabilidade, e estudos indicam impacto também na depressão.

Nutricionistas destacam que hábitos alimentares equilibrados promovem um intestino saudável e maior estabilidade emocional.

Nervo vago: a linha direta com o cérebro

A comunicação entre intestino e cérebro ocorre em grande parte pelo nervo vago, que transmite sinais sobre digestão, inflamação e estado metabólico.

O cérebro interpreta essas informações e ajusta hormônios e neurotransmissores conforme necessário.

Quando a microbiota está equilibrada, essa comunicação funciona de forma eficaz. Inflamação intestinal, no entanto, envia sinais negativos, podendo causar cansaço, irritabilidade e dificuldade de concentração: efeitos relatados após períodos de alimentação desequilibrada.

Alimentos que ajudam ou prejudicam a microbiota

Alguns alimentos fortalecem a microbiota, enquanto outros a prejudicam. Produtos fermentados, ricos em probióticos naturais, favorecem o crescimento de bactérias benéficas. Exemplos incluem iogurte natural, kefir, chucrute, missô e kimchi. Esses alimentos contribuem para digestão e imunidade, como destacado em matérias sobre probióticos e saúde intestinal.

Ultraprocessados com altos níveis de açúcar, sódio e aditivos tendem a reduzir a diversidade bacteriana e estimular a inflamação.

Estudos recentes mostram que excesso de sal, por exemplo, prejudica microrganismos benéficos e compromete a saúde intestinal.

Estratégias para melhorar bem-estar rapidamente

Embora alterações na microbiota ocorram ao longo do tempo, pequenas mudanças podem melhorar rapidamente a sensação de bem-estar.

Entre as medidas recomendadas por nutricionistas estão aumentar a ingestão de fibras, consumir alimentos fermentados, beber mais água, reduzir ultraprocessados e álcool, além de priorizar sono e atividade física.

Fibras presentes em frutas e cereais integrais alimentam bactérias benéficas e favorecem a digestão.

Aumentar líquidos e nutrientes após exageros alimentares ajuda a aliviar desconfortos e melhora o humor, conforme orientações publicadas em matérias sobre alimentação saudável.

Não existe um “reset” imediato, mas ajustes simples na rotina já podem refletir em energia, digestão e bem-estar.

Especialistas reforçam que consistência é fundamental: hábitos regulares são mais eficazes que soluções rápidas para manter a microbiota saudável e o equilíbrio emocional.