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Luiz Dias
Agência Correio
Publicado em 6 de junho de 2026 às 07:35
Uma cidade flutuante para até 80 mil pessoas voltou a chamar atenção ao prometer algo maior do que qualquer cruzeiro em operação hoje. Chamado Freedom Ship, o projeto prevê uma embarcação com toda a infraestrutura civil flutuando acima do XXX.>
O Freedom Ship é apresentado pela Freedom Cruise Line International como uma “cidade no mar”. Segundo comunicado da própria empresa, a embarcação teria mais de 2 milhões de toneladas brutas, uma milha de comprimento, 244 metros de largura e 30 andares.>
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A escala coloca o projeto em uma categoria própria. A embarcação seria maior do que os grandes cruzeiros atuais e teria capacidade para mais de 80 mil pessoas, entre residentes, visitantes e trabalhadores.>
O plano inclui unidades residenciais, áreas comerciais, escolas de ensino básico, serviços profissionais, bancos, restaurantes, cassinos, parques, espaços de lazer e hospital com pesquisa médica. >
Os maiores cruzeiros em operação já funcionam como pequenos bairros turísticos. O Icon of the Seas, da Royal Caribbean, por exemplo, tem 1.196 pés de comprimento, 250.800 toneladas brutas e capacidade máxima para cerca de 7.600 hóspedes.>
Mesmo assim, o Freedom Ship promete multiplicar essa escala. Em vez de receber passageiros por alguns dias, o navio seria pensado para moradia permanente.>
A ideia de morar sobre o mar não nasceu agora. Vilas flutuantes existem há séculos em diferentes partes do mundo, mas os projetos de megacidades oceânicas ganharam força no século 20, impulsionados por urbanistas e arquitetos futuristas. >
O Freedom Ship carrega uma promessa antiga. O conceito é associado ao engenheiro Norman Nixon e circula desde os anos 1990. Décadas depois, a proposta voltou ao noticiário com nova apresentação e tentativa de atrair investidores.>
O custo estimado aparece na casa dos bilhões de dólares. Reportagens citam valores em torno de US$ 15 bilhões a US$ 16 bilhões, mas a conta final dependeria do modelo de muitos fatores: construção, da energia escolhida, da tecnologia naval e dos sistemas urbanos.>
Roger Gooch, executivo da Freedom Cruise Line International, afirmou ao Telegraph, em declaração reproduzida pela Euronews: “Poderíamos quase justificar a construção de três navios”. >
Um estudo publicado na revista Communications Earth & Environment afirma que cidades flutuantes podem avançar como alternativa para áreas costeiras, mas dependem de três pilares: resiliência, sustentabilidade e bem-estar urbano. >