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Luiz Dias
Agência Correio
Publicado em 4 de junho de 2026 às 11:11
A Lua pode deixar de ser apenas um destino de missões espaciais para se transformar em uma enorme usina solar. Essa é a proposta do Luna Ring, projeto japonês que prevê instalar painéis ao redor do “equador lunar” para enviar energia limpa à Terra. >
A ideia foi apresentada pela Shimizu Corporation, uma das maiores construtoras do Japão. O plano imagina um anel com cerca de 11 mil quilômetros de extensão, formado por painéis solares capazes de gerar eletricidade continuamente, sem a interferência de nuvens ou da noite terrestre.>
Luna Ring
Embora ainda esteja em fase conceitual, o projeto chama atenção por surgir em meio a uma nova corrida espacial, na qual a Lua volta a ser vista como base de pesquisa, exploração e disputa tecnológica.>
O Luna Ring seria instalado na linha do equador lunar, uma faixa central do satélite com grande incidência de luz solar. A energia captada pelos painéis seria transportada por cabos até bases posicionadas na face voltada para a Terra.>
Em seguida, essa eletricidade seria convertida em micro-ondas ou feixes de laser. Já no planeta, estações receptoras fariam o processo inverso, transformando o sinal recebido novamente em energia elétrica para abastecer redes de distribuição.>
A proposta ganha força no mesmo momento em que o mundo acompanha a retomada dos planos de exploração humana da Lua, mais de 50 anos depois das missões Apollo. O satélite voltou ao centro das estratégias espaciais, tanto científicas quanto industriais.>
Um estudo da NASA sobre energia solar baseada no espaço analisou sistemas capazes de captar luz fora da Terra e transmitir eletricidade para o planeta. A agência reconhece o potencial desse tipo de tecnologia, mas também aponta desafios importantes.>
Entre os principais obstáculos estão o alto custo de lançamento, a fabricação em órbita, a montagem de estruturas gigantescas e a eficiência da transmissão sem fio. >
Em uma projeção para 2050, a NASA avaliou que a energia solar espacial ainda seria mais cara do que alternativas sustentáveis instaladas na própria Terra.>