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Cientistas japoneses superam Nasa e planejam criar anel de 11 mil km ao redor da Lua para instalar usina de energia no espaço

Projeto em fase conceitual foi proposto pela maior construtora do Japão e sua categoria já foi alvo de outros estudos da NASA

  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Luiz Dias

  • Agência Correio

Publicado em 4 de junho de 2026 às 11:11

Base do projeto é a captação de energia fotovotaica espacial
Base do projeto é a captação de energia fotovotaica espacial Crédito: NASA

A Lua pode deixar de ser apenas um destino de missões espaciais para se transformar em uma enorme usina solar. Essa é a proposta do Luna Ring, projeto japonês que prevê instalar painéis ao redor do “equador lunar” para enviar energia limpa à Terra.

A ideia foi apresentada pela Shimizu Corporation, uma das maiores construtoras do Japão. O plano imagina um anel com cerca de 11 mil quilômetros de extensão, formado por painéis solares capazes de gerar eletricidade continuamente, sem a interferência de nuvens ou da noite terrestre.

Diagrama da Agência Espacial Europeia mostra o ciclo da energia solar espacial, da captação da luz até o envio por radiofrequência ou laser por European Space Agency / Wikimedia Commons / Tradução feita pelo ChatGPT

Embora ainda esteja em fase conceitual, o projeto chama atenção por surgir em meio a uma nova corrida espacial, na qual a Lua volta a ser vista como base de pesquisa, exploração e disputa tecnológica.

Como funcionaria o anel lunar?

O Luna Ring seria instalado na linha do equador lunar, uma faixa central do satélite com grande incidência de luz solar. A energia captada pelos painéis seria transportada por cabos até bases posicionadas na face voltada para a Terra.

Em seguida, essa eletricidade seria convertida em micro-ondas ou feixes de laser. Já no planeta, estações receptoras fariam o processo inverso, transformando o sinal recebido novamente em energia elétrica para abastecer redes de distribuição.

O conceito seria para evitar variáveis terrestres que limitam a capacidade dos geradores solares. Fatores como as nuvens, a noite ou a camada de ozônio não seriam impeditivos, já que a Lua não possui essas camadas atmosféricas
O conceito seria para evitar variáveis terrestres que limitam a capacidade dos geradores solares. Fatores como as nuvens, a noite ou a camada de ozônio não seriam impeditivos, já que a Lua não possui essas camadas atmosféricas Crédito: NASA / Bill Anders

A proposta ganha força no mesmo momento em que o mundo acompanha a retomada dos planos de exploração humana da Lua, mais de 50 anos depois das missões Apollo. O satélite voltou ao centro das estratégias espaciais, tanto científicas quanto industriais.

Impeditivos do projeto

Um estudo da NASA sobre energia solar baseada no espaço analisou sistemas capazes de captar luz fora da Terra e transmitir eletricidade para o planeta. A agência reconhece o potencial desse tipo de tecnologia, mas também aponta desafios importantes.

Entre os principais obstáculos estão o alto custo de lançamento, a fabricação em órbita, a montagem de estruturas gigantescas e a eficiência da transmissão sem fio.

Em uma projeção para 2050, a NASA avaliou que a energia solar espacial ainda seria mais cara do que alternativas sustentáveis instaladas na própria Terra.

A energia fotovoltaica transforma luz solar em eletricidade; no espaço, a proposta é captar essa luz sem a interferência de nuvens e chuvas
Com a tecnologia atual, essa medida ainda é muito cara para implementação prática, mas isso pode mudar com a evolução industrial Crédito: Rafael Carneiro / Pexels

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Energia Elétrica Lua Energia Solar Energia Renovável Nasa Espaço