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Agência Correio
Raphael Miras
Publicado em 1 de abril de 2026 às 07:00
O que hoje é apenas uma região extensa de água entre a Grã-Bretanha e o continente europeu, há milhares de anos, já foi repleto de mata e vida na Europa >
Conhecida como Doggerland, essa "Atlântida do Norte" está finalmente revelando seus segredos através de perfurações profundas e análises de DNA que desafiam tudo o que a ciência acreditava sobre a pré-história da região>
Região no Mar do Norte, na Europa
Por décadas, os livros de história nos venderam a imagem de um deserto gelado e inóspito. Mas depois de diversas pesquisas, foi comprovado o contrário.>
Cientistas mergulharam fundo no passado e encontraram algo surpreendente: vestígios de olmos, aveleiras e carvalhos que já estavam lá há 16 mil anos. Enquanto o resto do continente ainda tiritava de frio, Doggerland era uma região de floresta.>
Isso resolve aquele "nó" na cabeça dos botânicos: agora sabemos por que as florestas europeias cresceram tão rápido após o degelo. Elas não vieram de longe; elas já estavam ali, guardadas nesse santuário escondido, esperando o momento de florescer.>
Pense em Doggerland como o "Eldorado" dos caçadores-coletores. Eram 46 mil quilômetros quadrados de pura abundância. >
Rios fartos, florestas generosas e comunidades que não estavam apenas "passando", mas prosperando. Ali, famílias viveram, criaram tradições e chamaram aquele solo de casa por milênios. Não era um corredor; era o destino final.>
O fim de Doggerland foi implacável. Devido as mudanças climáticas, o gelo foi se derretendo ao ponto de subir o nível do mar. A gota da água veio há 8 mil anos: um tsunami devastador que engoliu o que restava das terras baixas.>
As pessoas que viviam ali viram seu mundo desaparecer sob as ondas, sendo forçadas a fugir para o que hoje conhecemos como Inglaterra e Holanda. Novas pesquisas mostram que ilhas de resistência resistiram até 6 mil anos atrás.>
A "Atlântida do Norte" deixou de ser um mistério do passado para se tornar um alerta urgente sobre o nosso amanhã.>