Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Como era viajar no lendário Concorde, avião de luxo que alcançava 2 mil km/h, mudou a história da aviação e foi aposentado após acidente trágico

Linha de aviões superssônicos foi uma das primeiras a atingir a marca de Mach-2, o dobro da velocidade do som

  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Luiz Dias

  • Agência Correio

Publicado em 14 de maio de 2026 às 12:12

Promessa da aviação teve fim trágico após série de acidentes aéreos do começo dos anos 2000
Promessa da aviação teve fim trágico após série de acidentes aéreos do começo dos anos 2000 Crédito: Reprodução / YouTube / Realmente Curioso

Nascido de uma promessa intrigante: fazer o mundo ficar menor. O avião supersônico conseguia cruzar o oceano Atlântico em três horas com seus passageiros acima das nuvens. Na época, esse colosso de aço era um símbolo de luxo e o ápice da engenharia, até encontrar uma tira metálica.

Em uma tragédia digna de um filme da franquia 'Premonição', o avião que operava há 25 anos teve o começo do seu fim trágico no ano 2000. Porém, mesmo com o seu fim, ele deixou uma herança para a aviação moderna.

F/A-18E/F Super Hornet, caça naval multifunção usado em porta-aviões para ataque e defesa aérea por U.S. Navy / Wikimedia Commons

Nascimento de uma lenda

O Concorde nasceu de uma parceria entre Reino Unido e França. O projeto buscava transformar a aviação comercial em uma experiência muito mais rápida, capaz de levar passageiros a velocidades próximas de Mach 2 (cerca de 2.400 km/h), o dobro da velocidade do som.

Em rotas entre Londres, Paris e Nova York, o jato podia encurtar uma travessia de 8 horas para 3h30
Em rotas entre Londres, Paris e Nova York, o jato podia encurtar uma travessia de 8 horas para 3h30 Crédito: Dllu / Wikimedia Commons

A Air France também colocou o modelo na rota Paris-Rio, com escala em Dakar, no Senegal. Para o passageiro brasileiro, era uma amostra rara de um futuro que parecia possível: atravessar oceanos em menos tempo.

O avião tinha desenho marcante. As asas em delta, o nariz móvel e a fuselagem estreita ajudavam a reduzir o arrasto. Tudo nele era desenhado para vencer o ar de forma ultrassônica
O avião tinha desenho marcante. As asas em delta, o nariz móvel e a fuselagem estreita ajudavam a reduzir o arrasto. Tudo nele era desenhado para vencer o ar de forma ultrassônica Crédito: Eduard Marmet / Wikimedia Commons

Essa promessa criou uma aura de exclusividade. Empresários, artistas, autoridades e passageiros de alto poder aquisitivo compravam não apenas um bilhete, mas a sensação de participar de um grupo seleto e exclusivo.

Peça de ruptura

Em 25 de julho de 2000, o voo 4590 da Air France decolava de Paris rumo a Nova York. Minutos antes, um DC-10 da Continental Airlines havia passado pela mesma pista e perdido uma tira metálica de 43,5 centímetros.

Durante a corrida de decolagem, um dos pneus do Concorde atingiu essa peça. O pneu se desfez, fragmentos atingiram a asa e a estrutura do tanque sofreu uma deformação que abriu caminho para grande vazamento de combustível.

O combustível pegou fogo quase imediatamente. Mesmo com a chama sob a asa, a aeronave já estava em velocidade crítica. O jato saiu do chão, perdeu desempenho e caiu pouco depois em Gonesse, perto de Paris.

A tragédia deixou 109 mortos a bordo e quatro em solo. Até aquele acidente, o Concorde não tinha registrado morte em quase 25 anos de serviço
A tragédia deixou 109 mortos a bordo e quatro em solo. Até aquele acidente, o Concorde não tinha registrado morte em quase 25 anos de serviço Crédito: CCTV / Wikimedia Commons

Depois da queda, a frota foi suspensa. As aeronaves receberam reforços nos tanques, novos pneus e mudanças de segurança. Ainda assim, o acidente alterou a confiança do público e acelerou questões pré-existentes contra essa linha de aviões.

Descontinuação

Além do acidente que afetou a confiança pública, outros fatores pesaram na descontinuação da linha Concorde, especialmente o alto valor. Apesar da velocidade, o jato levava apenas 100 passageiros, consumia muito combustível e exigia manutenção especializada e cara.

A confiança em aeronaves se tornou especialmente delicada após os atentados de 11 de setembro
A confiança em aeronaves se tornou especialmente delicada após os atentados de 11 de setembro Crédito: TheMachineStops (Robert J. Fisch) / Wikimedia Commons

Além disso, havia a questão do barulho. O estrondo sônico levou países a restringirem voos supersônicos sobre áreas habitadas, pois esse estrondo poderia afetar infraestrutura e causar dano aos ouvintes. Essa medida limitou as rotas para aviões supersônicos e diminuiu sua viabilidade econômica.

Todos esses fatores combinados foram responsáveis pelo fim da linha, que hoje sobrevive apenas em museus de aviação.

Tags:

Acidente Aviação História Tecnologia