Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Como estão as 7 Maravilhas do Mundo Antigo atualmente: construções históricas estão espalhadas pelo mundo

Conjunto de construções históricas ficou marcado em textos de filósofos e poetas, mas seu destino não foi tão eterno quanto suas lendas

  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Luiz Dias

  • Agência Correio

Publicado em 4 de junho de 2026 às 16:16

Dentre as sete, apenas uma sobreviveu até a modernidade
Dentre as sete, apenas uma sobreviveu até a modernidade Crédito: Fora do Eixo / Wikimedia Commons

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo foram construções tão grandiosas que inspiraram filósofos, viajantes e poetas ao longo dos séculos. Ainda assim, muita gente não sabe o que aconteceu com cada uma delas.

Reunidas em listas atribuídas a autores como Antípatro de Sídon e Filon de Bizâncio, as Maravilhas ficaram famosas no chamado “mundo conhecido”, entre o Oriente Próximo e o Mediterrâneo. Porém, quase todas foram vítimas do fustigo do tempo.

Colosso de Rhodes por Louis de Caullery / Wikimedia Commons

Pirâmides de Gizé, Egito

As Pirâmides de Gizé são as mais antigas e também estão entre as mais famosas da lista. Elas foram construídas no Egito Antigo, durante a 4.ª dinastia, em um período em que outras civilizações milenares ainda estavam em formação.

Entre as sete, essa é a única Maravilha do Mundo Antigo que ainda permanece de pé. Mesmo assim, sua aparência mudou muito ao longo dos milênios, seja por saques, erosão ou intervenções humanas.

Nos seus primórdios, a pirâmide resplandecia branca no deserto, mas, com o passar dos anos, sua cobertura de calcário branco foi totalmente roubada
Nos seus primórdios, a pirâmide resplandecia branca no deserto, mas, com o passar dos anos, sua cobertura de calcário branco foi totalmente roubada Crédito: Ricardo Liberato / Wikimedia Commons

Uma das tentativas mais conhecidas de destruí-las teria sido feita pelo sultão Al-Aziz Uthman, por volta de 1196. Segundo relatos históricos, ele via as pirâmides como símbolos pagãos. A iniciativa fracassou e deixou apenas uma grande marca na pirâmide de Miquerinos.

Hoje, as pirâmides recebem milhões de turistas todos os anos e fazem parte de roteiros famosos e curiosos, incluindo trajetos associados a grandes caminhadas e expedições pelo Egito.

Jardins Suspensos da Babilônia, potencialmente Iraque

Os Jardins Suspensos da Babilônia são os mais misteriosos entre as sete maravilhas. Segundo a tradição, teriam formado um enorme complexo vertical, reunindo plantas, terraços e elementos da natureza do Crescente Fértil.

A obra teria sido construída pelo imperador Nabucodonosor II para diminuir a saudade de sua esposa, Amytis, que vinha de uma região mais verdejante e passou a viver nos desertos da Babilônia.

No entanto, os jardins não possuem comprovação arqueológica definitiva. Sua existência é conhecida principalmente por relatos posteriores, como os atribuídos a Beroso, escritos muito depois da época em que a estrutura teria existido.

Muitos sítios arqueológicos já foram candidatos a terem abrigado os lendários jardins
Muitos sítios arqueológicos já foram candidatos a terem abrigado os lendários jardins Crédito: David Stanley / Wikimedia Commons

Entre as buscas mais famosas pelos jardins estão as escavações do arqueólogo Robert Koldewey, iniciadas no fim do século 19. Ele encontrou estruturas que poderiam ter relação com o complexo, mas nenhuma conclusão definitiva foi alcançada.

Templo de Ártemis em Éfeso, atual Turquia

Uma das maiores obras da arquitetura grega, o Templo de Ártemis impressionava por sua grandiosidade e riqueza. Parte de sua construção chegou a ser atribuída, em lendas antigas, à própria deusa, que teria ajudado a mover pesados blocos de pedra.

Ao longo da história, o templo sofreu diversos ataques. O episódio mais famoso ocorreu em 356 a.C., quando Heróstrato incendiou a construção para gravar seu nome na memória da humanidade.

O local ainda foi reconstruído posteriormente, mas acabou destruído de forma definitiva em meio a ataques dos godos, povo germânico que esteve entre os grupos responsáveis por pressionar o Império Romano nos séculos seguintes.

As ruínas da base do templo ainda existem e atraem turistas anualmente
As ruínas da base do templo ainda existem e atraem turistas anualmente Crédito: Roy Egloff / Wikimedia Commons

Mausoléu de Halicarnasso, Turquia

O Mausoléu de Halicarnasso foi uma das tumbas mais imponentes da Antiguidade e deu origem ao próprio uso da palavra “mausoléu”. A construção foi feita em homenagem ao governante Mausolo, da Cária, por iniciativa de sua esposa e irmã, Artemísia.

Segundo relatos antigos, o luto de Artemísia teria sido tão intenso que ela consumiu as cinzas do marido para mantê-lo sempre consigo. A história reforçou a imagem do monumento como um gesto extremo de amor e memória.

A construção, porém, não resistiu aos séculos. Localizado em uma região sujeita a terremotos, o mausoléu foi danificado gradualmente até perder sua forma original.

Parte das pedras do mausoléu foi utilizada na construção de outras estruturas, como o castelo de Bodrum, e outra parte está no Museu Britânico
Parte das pedras do mausoléu foi utilizada na construção de outras estruturas, como o castelo de Bodrum, e outra parte está no Museu Britânico Crédito: Dorushiva / Wikimedia Commons

Colosso de Rhodes, Grécia

Uma das imagens mais icônicas das Sete Maravilhas, o Colosso de Rhodes teria sido uma gigantesca estátua erguida em homenagem a Hélio, deus grego do sol. Feita de bronze e ferro, a escultura simbolizava a proteção da ilha.

Após estudos recentes, a posição do colosso com as pernas abertas na entrada de Rhodes foi considerada inviável e tende a tratá-lo como de pés juntos em novas representações
Após estudos recentes, a posição do colosso com as pernas abertas na entrada de Rhodes foi considerada inviável e tende a tratá-lo como de pés juntos em novas representações Crédito: http://www.ancient.eu / Wikimedia Commons

Assim como o Mausoléu de Halicarnasso, o Colosso de Rhodes caiu por causa de terremotos, por volta de 225 a 226 a.C. Depois disso, seus restos metálicos teriam permanecido no local por séculos até serem vendidos como sucata.

Desde então, várias propostas modernas de reconstrução da estátua foram apresentadas. Porém, por razões técnicas, financeiras ou patrimoniais, nenhuma delas avançou de forma concreta.

Farol de Alexandria, Egito

O Farol de Alexandria também foi vítima dos terremotos que atingiram o Mediterrâneo. Construído na Ilha de Faros durante o reinado de Ptolomeu II, por volta de 280 a.C., ele servia como referência para navegadores que chegavam ao movimentado porto egípcio.

A estrutura era uma das mais altas do mundo antigo e se tornou símbolo do conhecimento técnico e arquitetônico de Alexandria. Seu nome, ligado à ilha de Faros, acabou inspirando a palavra usada para faróis em diferentes idiomas.

Nem mesmo a solidez de sua construção foi suficiente para preservá-lo para sempre. Terremotos entre os séculos 10 e 14 comprometeram a estrutura, que acabou desaparecendo de vez nos séculos seguintes.

Suas pedras foram reutilizadas na Cidadela de Qaitbay, e restos submersos foram redescobertos por arqueólogos no porto de Alexandria
Suas pedras foram reutilizadas na Cidadela de Qaitbay, e restos submersos foram redescobertos por arqueólogos no porto de Alexandria Crédito: Cecioka / Wikimedia Commons

Estátua de Zeus em Olímpia, Grécia

A Estátua de Zeus em Olímpia foi criada por Fídias, por volta de 430 a.C., para ocupar o interior do Templo de Zeus. A obra mostrava o deus sentado, segurando a deusa Nike em uma das mãos e um cetro com uma águia na outra.

Feita com ouro, marfim e outros materiais preciosos, a estátua impressionava pelo tamanho e pelo luxo. Para os antigos gregos, ela representava não apenas uma obra de arte, mas uma imagem monumental do poder divino.

Uma lenda famosa conta que, quando o imperador facínora Calígula tentou mover a estátua para Roma, Zeus teria rido pela estrutura e destruído os andaimes que tentavam movê-la
Uma lenda famosa conta que, quando o imperador facínora Calígula tentou mover a estátua para Roma, Zeus teria rido pela estrutura e destruído os andaimes que tentavam movê-la Crédito: Quatremère de Quincy / Wikimedia Commons

Diferentemente de outras Maravilhas, o paradeiro final da Estátua de Zeus segue incerto. O último registro mais conhecido aponta que ela teria sido levada para Constantinopla.

Depois disso, restam apenas teorias. Entre as possibilidades estão a destruição por incêndio, o desaparecimento em desastres naturais ou o desmonte da obra por causa dos materiais valiosos usados em sua construção.

Tags:

História Curiosidades