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Construtoras começam a cobrir obras com bolhas gigantes do tamanho de prédios para solucionar problema histórico de engenharia

Estruturas infláveis reduzem poeira, barulho e sujeira em obras que funcionam no meio de grandes cidades

  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Luiz Dias

  • Agência Correio

Publicado em 11 de maio de 2026 às 11:11

Ventiladores industriais erguem as superestruturas para manter o canteiro isolado do ambiente externo
Ventiladores industriais erguem as superestruturas para manter o canteiro isolado do ambiente externo Crédito: Reprodução / YouTube / O Canal da Engenharia

Já pensou passar pela rua e ver uma bolha colossal capaz de cobrir prédios? Apesar de excêntrico, isso é realidade. Na China, construtoras começaram a usar domos infláveis gigantes para cobrir grandes canteiros de obras.

O objetivo dessa estranha medida é criar um isolante entre o bairro e o canteiro de obra, reduzindo sujeira e barulho para o ambiente externo. Dentro dela, máquinas seguem trabalhando, enquanto a membrana ajuda a conter partículas no ar, ruídos e sujeira que iriam para ruas, prédios e comércio.

Domo em processo de contrução por Divulgação / XiDe Air Dome

Como funcionam os domos infláveis?

Os domos são feitos com membranas resistentes, sustentadas por pressão de ar. Ventiladores mantêm a estrutura inflada, sem a necessidade de colunas no meio da obra. Ou seja, o canteiro fica coberto por uma grande cápsula.

Essa cobertura permite controlar melhor a circulação do ar, a temperatura interna e a dispersão de poeira, tanto dentro quanto fora da bolha.

Bolha em construção na cidade de Jinan, na província de Shandong
Bolha em construção na cidade de Jinan, na província de Shandong Crédito: Reprodução / YouTube / O Canal da Engenharia

Em Guangzhou, uma estrutura de quase 9 mil metros quadrados foi instalada sobre uma área de reforma. Segundo medições divulgadas pelo governo de Shenzhen, ela bloqueia até 99% da poeira e reduz o ruído em cerca de 90%.

Em Shenzhen, outro domo chegou a 40 metros de altura e cobriu mais de 12 mil metros quadrados. A estrutura inclui sistemas de pulverização, resfriamento e monitoramento inteligente.

Os domos usados na China costumam ter membranas de poliéster revestidas com PVDF, material resistente e usado em coberturas técnicas. Apesar das proporções, o desmonte é relativamente fácil e os domos podem ser reutilizados em outras obras.

As bolhas são esvaziadas e transformadas em uma grande lona dobrada que pode ser transportada em carretas comuns em canteiros de obra.

Problema microscópico da poeira

Apesar de parecer um problema menor, a sujeira advinda das obras não é responsável apenas por sujar a rua e os carros. Parte desse material vira material particulado, que pode entrar pelas vias respiratórias e causar complicações.

Uma revisão publicada no Journal of Building Engineering analisou 42 estudos e mostrou que o material particulado preocupa tanto trabalhadores quanto moradores do entorno. Segundo um dos estudos revisados, áreas ao redor de obras podem apresentar particulado 100 a 1000 vezes acima dos padrões comuns.

Em contato curto com as vias respiratórias, esse material pode causar irritação, chiado, falta de ar, alergia e ataques de asma, principalmente em crianças e idosos. O risco depende do tipo de material, do tamanho das partículas e do tempo de exposição.

Quando a exposição se repete, o problema pode ser mais sério. Partículas finas chegam fundo nos pulmões e materiais como concreto, areia e argamassa podem liberar sílica cristalina, associada a silicose, DPOC, câncer de pulmão e doença renal.

Tags:

Construção Construção Civil Infraestrutura Tecnologia China