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Construtoras começam a utilizar cimento vivo que conserta rachaduras e fissuras sozinho e resolve problema clássico da engenharia

Projeções matemáticas de uso de bactérias dentro de materiais de construção apresentam modelo em que peças poderiam reparar pequenas fissuras sozinhas

  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Luiz Dias

  • Agência Correio

Publicado em 16 de maio de 2026 às 12:12

Modelo prevê microorganismos como células operárias dormentes
Modelo prevê microorganismos como células operárias dormentes Crédito: Imagem gerada por IA / ChatGPT

O fator de cura é um conceito comum nos quadrinhos: o ato de um corpo se autorregenerar. Mas você sabia que isso pode se tornar realidade também em prédios? É isso que aponta um estudo sobre cimento com bactérias capaz de se regenerar sozinho.

Um estudo da Delft University of Technology investigou a viabilidade desse modelo por meio de uma projeção matemática. A proposta era que as bactérias presentes no material servissem como “operários dormentes” até o surgimento de fissuras.

Catalisador fresco no início do processo de mineralização por Divulgação / Artigo / Revista Cell Reports Physical Science

Como isso funcionaria?

O modelo se baseia em um processo de biomineralização, em que organismos vivos agem como “pedreiros”, sedimentando material. Nesse processo, foram utilizadas bactérias Bacillus pseudofirmus e Bacillus cohnii, junto de cápsulas com lactato de cálcio.

A teoria era que essas colônias e cápsulas permanecessem dormentes até o surgimento de fissuras ou rachaduras. Após o contato com a água, esses microrganismos utilizariam as cápsulas como matéria-prima para preencher as lacunas.

Durante o processo, as bactérias converteriam o lactato em carbonato de cálcio, também conhecido como calcário
Durante o processo, as bactérias converteriam o lactato em carbonato de cálcio, também conhecido como calcário Crédito: James St. John / Wikimedia Commons

Resultados apresentados

O modelo se mostrou funcional, mas para pequenas aplicações, em que a fissura tinha compatibilidade com o tamanho da cápsula de lactato.

No principal teste simulado, uma cápsula de 1,5 milímetro de raio conseguiu fechar uma rachadura de 1 milímetro em cerca de 72 horas.

O modelo mostrou que rachaduras de até 1 milímetro tinham maior chance de ser preenchidas pelo carbonato. Já fissuras maiores, de 2 milímetros, tiveram apenas fechamento parcial. Ou seja, o material não conseguiu cobrir toda a área necessária.

Outro ponto importante é que, no caso da fissura de 1 milímetro, só cerca de 60% do lactato de cálcio da cápsula foi usado. Isso sugere que ainda poderia sobrar material para ajudar em novos reparos.

Tags:

Pesquisa Construção Construção Civil Ciência Tecnologia