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Luiz Dias
Agência Correio
Publicado em 13 de maio de 2026 às 13:13
Assistir filmes de terror é ficar apreensivo, sentir a adrenalina nas veias e o coração palpitar. Saiba que isso pode te ajudar a gastar calorias, segundo estudo conduzido na Universidade de Westminster, encomendado pela Lovefilm. >
O estudo avaliou as respostas de diversos pacientes durante a sessão de diversos filmes de terror, calculando o gasto calórico em cada um deles. O gasto estimado em um dos filmes chegou a 184 kcal.>
O experimento contou com o monitoramento de dez pacientes submetidos às sessões dos filmes, tendo seus sinais medidos e acompanhados em tempo real. O gasto calórico médio registrado foi de 113 calorias em 90 minutos.>
Gasto calórico por filme
113 kcal são equivalentes às calorias de uma salsicha, um bombom ou uma lata de Red Bull, aproximadamente. Para gastar essa energia, seria necessária uma caminhada de 2 km, a 4km/h, ou uma corrida intensa de 8 min, a 12,8 km/h.>
Esse valor é equivalente a todo o gasto calórico da cobaia, incluindo seu gasto calórico basal, aquele feito em repouso pelo corpo para funções vitais. O aumento real de gasto é de cerca de 33% em relação ao gasto em repouso, segundo o documento.>
Uma das hipóteses para o aumento do gasto são os hormônios liberados durante a sessão, como a adrenalina (reação de "luta ou fuga") e cortisol (estresse). Segundo outro estudo, há correlação direta entre atividade metabólica e estes hormônios.>
Medir o medo com precisão é difícil, mas alguns levantamentos tentam traduzi-lo em números. O Science of Scare Project, por exemplo, monitora batimentos cardíacos de espectadores para estimar quais filmes causam mais sustos e tensão.>
Nesse ranking, ‘A Entidade’ aparece como o filme mais assustador do mundo. A lógica é simples: quanto maior a alta dos batimentos em relação ao repouso, maior tende a ser a resposta física causada por sustos, suspense e cenas de ameaça.>
Apesar de curioso, o estudo encomendado pela Lovefilm, empresa de streaming de filmes, ainda possui algumas limitações. Primeiramente, a baixa amostragem de dez pacientes, um grupo insuficiente para avaliar o gasto em escala universal.>
A pesquisa foi conduzida em 2012 e não houve revisões por pares, artigos complementares ou citações substanciais em outros artigos.>