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É melhor alugar ou financiar imóvel? O que vale mais a pena com a nova taxa de juros

Com juros altos e aluguel caro, brasileiros refazem as contas antes de decidir entre comprar ou continuar alugando

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  • Foto do(a) author(a) Gabriela Barbosa
  • Agência Correio

  • Gabriela Barbosa

Publicado em 17 de março de 2026 às 11:00

Com crédito mais caro, comprar ou continuar no aluguel virou uma conta ainda mais delicada
Com crédito mais caro, comprar ou continuar no aluguel virou uma conta ainda mais delicada Crédito: Freepik

Comprar a casa própria ou continuar no aluguel? Essa dúvida voltou a ganhar força entre brasileiros que pensam no futuro financeiro. Com os juros ainda elevados, a decisão de financiar um imóvel exige mais planejamento do que há alguns anos.

Ao mesmo tempo, o aluguel também ficou mais caro em muitas cidades. Dados do Índice FipeZAP mostram que os preços das locações residenciais continuam em alta nas capitais brasileiras, pressionando o orçamento de quem ainda não comprou um imóvel.

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Diante desse cenário, especialistas dizem que a escolha entre comprar ou alugar depende de vários fatores. Entre eles estão o momento financeiro, o tempo que a pessoa pretende ficar no imóvel e até a forma como cada família encara segurança e estabilidade.

Impacto da Selic no crédito

A taxa básica de juros da economia, conhecida como Selic, influencia diretamente o custo do financiamento imobiliário. Quando ela sobe, os bancos também aumentam as taxas cobradas nas parcelas dos imóveis.

Atualmente, os juros de financiamento variam entre cerca de 10% e mais de 12% ao ano, dependendo da instituição. A Caixa Econômica Federal costuma oferecer as taxas mais baixas do mercado, enquanto bancos privados como Itaú e Santander trabalham com valores um pouco mais altos.

Essa diferença pode parecer pequena à primeira vista, mas, no longo prazo, faz bastante diferença. Em financiamentos de 30 anos, por exemplo, uma taxa um pouco maior pode significar milhares de reais a mais pagos ao longo do contrato.

Por isso, especialistas recomendam comparar propostas entre diferentes bancos e fazer simulações antes de assumir um financiamento que pode acompanhar a família por décadas.

Custo de oportunidade

Além das parcelas do financiamento, existe outro fator importante: o chamado custo de oportunidade. Em termos simples, é avaliar o que poderia ser feito com o dinheiro usado na compra do imóvel.

Em muitos casos, a entrada exigida para financiar um apartamento pode chegar a 20% ou 30% do valor total. Esse dinheiro poderia ser investido ou usado para outras metas financeiras.

Por outro lado, quem continua no aluguel precisa considerar que o valor pago mensalmente não se transforma em patrimônio. A comparação entre essas duas situações é um dos pontos centrais da decisão.

Ferramentas de simulação ajudam a visualizar esse cenário. Elas permitem comparar o custo total de alugar ou financiar ao longo dos anos e entender qual opção pesa menos no orçamento.

Quando a decisão deixa de ser financeira

Mesmo com planilhas e cálculos, a escolha entre aluguel e financiamento nem sempre é apenas matemática. Para muitas pessoas, o fator emocional pesa tanto quanto o financeiro.

A casa própria ainda é vista como um símbolo de estabilidade. Ter um imóvel no próprio nome pode significar previsibilidade de gastos e liberdade para adaptar o espaço às necessidades da família.

Por outro lado, morar de aluguel traz mais flexibilidade. Quem aluga pode mudar de bairro ou até de cidade com mais facilidade, algo que pode ser importante em fases de mudança profissional ou pessoal.

No fim das contas, especialistas costumam resumir a decisão de forma prática: financiar tende a fazer mais sentido para quem pretende ficar muitos anos no imóvel e tem parcelas que cabem no orçamento. Já o aluguel pode ser uma escolha estratégica para quem valoriza mobilidade e quer manter mais dinheiro disponível para investir.