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Efeito dominó: como trauma vivido por seus avós moldou a ansiedade que você sente hoje

Estudos revelam que experiências traumáticas de antecessores podem influenciar respostas emocionais atuais

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Gabriela Barbosa
  • Agência Correio

  • Gabriela Barbosa

Publicado em 1 de abril de 2026 às 17:00

Descubra como a história da sua família pode deixar marcas no corpo e na mente das gerações seguintes
Descubra como a história da sua família pode deixar marcas no corpo e na mente das gerações seguintes Crédito: Freepik

Pesquisas recentes apontam que o que herdamos vai além da cor dos olhos ou do tipo de cabelo. Experiências traumáticas dos nossos avós podem deixar sinais químicos no organismo, moldando a forma como lidamos com o estresse e a ansiedade.

Um estudo divulgado pela revista Nature Communications indica que marcas químicas no DNA de antecessores podem ser transmitidas a filhos e netos, influenciando respostas emocionais e predisposição à ansiedade, mesmo sem contato direto com os traumas.

A prática de yoga às cegas ajuda a reduzir a ansiedade (Imagem: StockPhotoDirec | Shutterstock) por Imagem: StockPhotoDirec | Shutterstock

A ciência explica que fatores do ambiente e experiências de vida alteram como os genes se manifestam, sem mudar sua estrutura. Esse fenômeno, chamado epigenética transgeracional, conecta passado familiar e saúde mental hoje.

Marcas do passado no corpo

As chamadas marcas epigenéticas funcionam como sinais químicos que controlam a ativação ou silenciamento de genes. Pesquisadores indicam que algumas permanecem ativas e podem ser transmitidas a gerações seguintes, moldando respostas ao estresse.

Estudos mostram que descendentes de pessoas que vivenciaram grandes adversidades podem reagir emocionalmente de forma mais intensa a situações de tensão, mesmo sem ter passado pelo trauma diretamente.

Isso evidencia que nossa biologia carrega histórias de experiências vividas por antecessores, e não apenas informações codificadas no DNA. O passado pode, assim, ecoar na saúde mental presente.

Traumas históricos e ansiedade

Pesquisas com famílias que enfrentaram eventos traumáticos indicam alterações fisiológicas ligadas ao estresse, que aumentam a predisposição à ansiedade. Sistemas hormonais e emocionais podem ser impactados e explicar padrões familiares repetitivos.

Embora essas marcas influenciem tendências emocionais, especialistas ressaltam que elas não determinam transtornos de forma inevitável. Fatores do ambiente atual, como apoio social e hábitos saudáveis, continuam decisivos para o bem-estar.

Compreender essa ligação entre experiências passadas e respostas atuais ajuda a desmistificar padrões familiares, como ansiedade crônica, oferecendo ferramentas de prevenção e cuidado mais direcionadas.

Quebrando o ciclo

A epigenética revela que a expressão dos genes é flexível. Experiências, escolhas e ambiente podem modificar essas marcas ao longo da vida, abrindo caminhos para prevenir efeitos negativos mesmo em famílias com histórico de traumas.

Acompanhamento psicológico, exercícios físicos e estratégias de manejo do estresse ajudam a equilibrar a saúde emocional e reduzir impactos de predisposições herdadas.

Além de beneficiar o indivíduo, cuidar da saúde mental pode criar um ciclo positivo para gerações futuras, mostrando que ações no presente transformam padrões emocionais herdados.