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Estudo cria 'reviravolta' sobre dois planetas e derruba teoria que aprendemos na escola; entenda

Estudo sugere interior mais rochoso nos planetas e levanta dúvidas sobre classificação tradicional

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) WIadmir Pinheiro
  • Agência Correio

  • WIadmir Pinheiro

Publicado em 15 de abril de 2026 às 10:00

Cientistas sugerem que o interior dos planetas pode ser menos gelado
Cientistas sugerem que o interior dos planetas pode ser menos gelado Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI

Uma pesquisa recente colocou em xeque uma das classificações mais conhecidas do Sistema Solar. Urano e Netuno, historicamente chamados de “gigantes de gelo”, podem ter uma composição interna bem diferente do que se pensava até agora.

O estudo aponta que esses planetas talvez não sejam dominados por materiais congelados, como água e metano, mas sim por uma quantidade maior de rocha em seu interior. A hipótese surge a partir de simulações mais amplas, que permitiram aos cientistas testar diferentes combinações estruturais sem depender de modelos considerados limitados.

Planeta Terra por Shutterstock

A classificação atual dos dois planetas se baseia na ideia de que compostos voláteis, submetidos a pressões extremas, teriam papel central em sua estrutura. Essa visão, no entanto, pode não dar conta da complexidade desses corpos celestes.

A pesquisa foi conduzida pelo doutorando Luca Morf e pela professora Ravit Helled, da Universidade de Zurique, em parceria com o centro PlanetS. Segundo os autores, os modelos tradicionais partiam de premissas rígidas ou simplificações excessivas. A proposta foi combinar abordagens diferentes para alcançar resultados mais consistentes.

Os novos modelos também indicam a possibilidade de movimentos internos semelhantes à convecção, processo observado na Terra. Esse tipo de dinâmica pode ajudar a explicar características que ainda intrigam a ciência, como os campos magnéticos irregulares e a forma como esses planetas liberam calor.

Apesar das incertezas, o trabalho abre caminho para uma revisão mais profunda sobre a formação e a estrutura de Urano e Netuno. Hoje, o conhecimento sobre esses planetas ainda é limitado. A única missão que passou por eles foi a Voyager 2, na década de 1980.

Sem novas observações diretas desde então, boa parte das descobertas depende de simulações e interpretações indiretas. Por isso, os pesquisadores defendem a necessidade de futuras missões espaciais que possam investigar de perto esses mundos ainda pouco compreendidos.