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Wagner Moura é capa da Time e eleito uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026

Ator baiano está presente na prestigiada lista anual da revista norte-americana, com tributo escrito pelo ator Jeremy Strong

  • K
  • Kamila Macedo

Publicado em 15 de abril de 2026 às 15:12

Wagner Moura concorre como Melhor Ator no Oscar 2026
Wagner Moura concorreu como Melhor Ator no Oscar 2026 Crédito: Divulgação

Wagner Moura integra a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026, seleção anual da revista norte-americana Time que elege personalidades com impacto significativo que se destacaram naquele período. A lista foi publicada nesta quarta-feira (15) e o nome do ator baiano aparece ao lado de artistas como Zoe Saldaña, Nikki Glaser e Luke Combs.

Moura já era um rosto admirado pelos brasileiros desde a década passada por papéis na televisão, como em “Paraíso Tropical” (2007), e no cinema, com “Tropa de Elite” (2007). No entanto, consolidou uma carreira internacional que ganhou notoriedade em “Narcos” (2015) e expandiu sua projeção ao vencer o Globo de Ouro de Melhor Ator em Drama e ser indicado ao Oscar de Melhor Ator, ambos pelo papel no filme “O Agente Secreto” (2025), um feito histórico para o Brasil.

Nesta edição, a Time convidou um colega de profissão para escrever um tributo em homenagem a Moura. O escolhido foi Jeremy Strong, astro de “Succession” (2018), que integrou o júri responsável por premiar Wagner como Melhor Ator no Festival de Cannes.

"Tive a honra de integrar o júri do Festival de Cannes no ano passado", iniciou o ator norte-americano. "Numa noite, sentei-me no fundo do enorme teatro do Palais e assisti, com admiração e deslumbramento, a Wagner Moura nos conduzir pela Recife dos anos 1970 e, depois, nos levar a um lugar reservado a atuações transcendentes: ao coração da vida. O júri lhe concedeu o prêmio de Melhor Ator. Há muito uma lenda no Brasil, ele já está no palco mundial há algum tempo. Mas, neste último ano, Moura rompeu o teto do mundo”, declarou.

Strong continuou o texto citando um veterano do cinema para exaltar o perfil de Wagner: "Também em Cannes no ano passado, Robert De Niro fez um discurso em que disse: 'Fascistas deveriam temer a arte.' Moura, que viveu sob o governo de direita de Jair Bolsonaro de 2019 a 2023, é alguém que entende que democracia e liberdade são coisas pelas quais é preciso lutar todos os dias (uma ideia para a qual nosso país, tantas vezes sonolento, está despertando rapidamente). Moura não tem medo de usar o poder humanizador e mobilizador da arte como arma”.

“De 'O agente secreto' à sua estreia na direção de longas, 'Marighella' (uma denúncia da ditadura militar brasileira), passando por seu trabalho nos palcos no ano passado, em uma adaptação de 'Um inimigo do povo', de Ibsen (até onde você está disposto a ir para lutar pela verdade?) — ele é uma força do político e do humano, uma dupla da qual precisamos desesperadamente de mais. Quando De Niro disse que fascistas deveriam temer a arte, ele estava falando de artistas como Moura. Do tipo de artista de que precisamos mais do que nunca agora."

Wagner Moura por @dolanne.d/Divulgação

Na publicação feita nas redes sociais da Time, o rosto de Moura estampa uma das capas desta edição especial. Na legenda, um trecho da reportagem assinado pela crítica de cinema Stephanie Zacharek descreve a essência do ator como um “antídoto analógico” dono de um “senso de humor travesso”.

"Há algo nele que remete à velha Hollywood, a ponto de parecer uma exceção entre a maioria dos atores contemporâneos. Seu charme discreto e senso de humor travesso equilibram qualquer tendência ao excesso de seriedade, e é fácil imaginá-lo com um robe ao estilo dos anos 1930, fumando sem fumar, se é que você me entende. Ele não usa redes sociais, ouve música em vinil e dirige um Volkswagen Fusca de 1959. Em um mundo cada vez mais digital, ele é o antídoto analógico de que não sabíamos que precisávamos”, ressaltou a publicação.

A reportagem também destaca a formação de Moura na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA): “Curiosamente, Moura quase não se tornou ator: ele se formou em jornalismo. Aqueles anos de faculdade, e os autores que leu, foram reveladores para ajudá-lo a entender como arte e política se entrelaçam”.

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Wagner Moura