Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Agência Correio
Bianca Hirakawa
Publicado em 18 de março de 2026 às 12:00
A ideia de que o cérebro “endurece” com o passar dos anos e perde a capacidade de aprender vem sendo cada vez mais questionada pela ciência. >
Pesquisas recentes mostram que o aprendizado não tem prazo de validade. Na verdade, o cérebro adulto continua se reorganizando ao longo da vida graças à Neuroplasticidade, mecanismo que permite criar e fortalecer novas conexões entre neurônios.>
Eles indicam que dois fatores são especialmente importantes nesse processo: períodos de foco intenso e momentos de descanso profundo. Ou seja, aprender bem não depende apenas de esforço constante, mas também de pausas estratégicas. Entender como o cérebro reage durante o aprendizado ajuda a derrubar o antigo mito de que “não se ensinam truques novos a cães velhos”.>
Espaços fitness viraram prioridade da geração Z na compra do imóvel
Durante momentos de concentração, o cérebro libera substâncias químicas que ajudam a reforçar a formação de novas conexões neurais. >
Uma das mais importantes é a Noradrenalina, neurotransmissor associado ao estado de alerta e a atenção. >
Quando estamos realmente focados em uma tarefa, seja aprender um idioma, estudar para uma prova ou desenvolver uma habilidade, a noradrenalina ajuda o cérebro a “marcar” aquela informação como relevante. Esse processo aumenta a probabilidade de que o conteúdo seja armazenado de forma mais duradoura.>
Sardinha é o alimento ideal para o cérebro
Outro neurotransmissor que participa desse mecanismo é a Dopamina, ligada à motivação e à sensação de recompensa. Quando o aprendizado tem propósito ou utilidade prática, o cérebro tende a consolidar melhor essas informações.>
Curiosamente, errar também faz parte do aprendizado eficiente. Alguns pesquisadores defendem a chamada técnica do “erro proposital”: testar respostas, mesmo sem certeza, e depois corrigi-las.>
Esse processo ativa áreas cerebrais ligadas à comparação entre expectativa e resultado. Quando o cérebro percebe o erro, ele ajusta as conexões neurais para evitar que ele se repita, fortalecendo as sinapses envolvidas no processo. Na prática, isso significa que tentar, e errar, pode ser uma das maneiras mais rápidas de aprender.>
Embora muita gente associe o aprendizado apenas ao momento de estudo, uma parte essencial acontece quando estamos dormindo. Durante o sono, o cérebro reorganiza informações adquiridas ao longo do dia e reforça as conexões neurais consideradas importantes.>
Esse processo funciona como uma espécie de “arquivamento” mental. Experiências recentes são revisitadas e integradas a conhecimentos anteriores, fortalecendo a memória e a compreensão.>