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Fernanda Varela
Publicado em 5 de junho de 2026 às 05:00
Existe uma sensação comum que atravessa diferentes fases da vida. Quando desejamos algo, sofremos pela falta. Quando finalmente conquistamos, muitas vezes o entusiasmo dura pouco e logo surge um novo vazio. A reflexão de Arthur Schopenhauer atravessou gerações justamente porque descreve esse movimento que ele acreditava fazer parte da experiência humana.>
Conhecido por suas análises sobre sofrimento, desejo e natureza humana, Schopenhauer defendia que grande parte da inquietação das pessoas nasce da busca incessante por algo que parece sempre estar faltando.>
10 curiosidades sobre Arthur Schopenhauer
A reflexão continua extremamente atual em uma época marcada por metas constantes, consumo acelerado e necessidade permanente de novas conquistas. Em muitos casos, a felicidade é adiada para o próximo objetivo, criando uma sensação de insatisfação que nunca desaparece completamente.>
Na prática, isso aparece em situações comuns do cotidiano. A espera por uma promoção, a busca por reconhecimento, a expectativa de um relacionamento ideal ou a crença de que a próxima conquista finalmente trará satisfação definitiva.>
O pensamento filosófico não sugere pessimismo absoluto. A ideia central está mais ligada à observação de como os desejos influenciam a vida emocional e à necessidade de encontrar equilíbrio em meio a esse ciclo.>
Especialistas em comportamento frequentemente relacionam reflexões como essa à adaptação hedônica, fenômeno pelo qual as pessoas se acostumam rapidamente às conquistas e voltam a procurar novas fontes de satisfação.>
Talvez seja justamente por isso que a frase continue sendo compartilhada mais de um século depois. Em um tempo em que muita gente vive correndo atrás da próxima conquista, Schopenhauer lembra que a felicidade pode ser mais complexa do que simplesmente alcançar aquilo que se deseja.>
* Algumas frases históricas atribuídas a filósofos e pensadores podem apresentar diferentes traduções ao longo dos anos. Ainda assim, o pensamento central segue amplamente associado ao autor em obras, registros e interpretações históricas.>