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Helena Merencio
Agência Correio
Publicado em 27 de maio de 2026 às 17:00
Tem cobertor que passa meses esquecido no fundo do armário e só volta a aparecer quando a temperatura cai. Na pressa de aquecer a cama, muita gente puxa a peça direto para o uso. >
O problema é que o cheiro de guardado, umidade ou mofo costuma entregar um cuidado que ficou para trás.>
Frio
Esse odor aparece, principalmente, quando o cobertor foi armazenado sem estar totalmente seco ou ficou tempo demais em um espaço fechado, sem ventilação. >
Nesse ambiente, poeira, ácaros, fungos e bactérias encontram nas fibras um lugar fácil para se acumular; a questão vai além do incômodo no nariz.>
Quando volta para a cama sem higienização, o cobertor entra em contato direto com as vias respiratórias e pode favorecer crises de alergia, rinite e asma, especialmente em pessoas mais sensíveis.>
Mesmo com aparência limpa, a peça deve ser lavada antes de voltar à rotina depois de meses guardada. A lavagem tira o cheiro pesado, reduz resíduos acumulados e devolve o frescor ao tecido.>
Antes de molhar o cobertor, vale conferir a etiqueta. É ali que aparecem as orientações do fabricante sobre temperatura, uso da máquina e cuidados para não danificar a peça.>
Sacudir o cobertor antes de lavar ajuda a remover poeira, pelos e sujeiras soltas. Na máquina, ele só deve entrar se couber com folga. Quando a lavadora é pequena para o volume da peça, a melhor saída é procurar uma lavanderia com equipamento maior.>
Ciclos de roupa de cama ou delicados são os mais indicados, sem torção pesada. Água fria ou morna costuma ser suficiente, junto de sabão neutro ou próprio para tecidos delicados.>
Na prática, o sabão líquido funciona melhor porque dissolve com mais facilidade e tem menos risco de ficar preso nas fibras. Resíduos de produto atraem sujeira e podem favorecer mofo, por isso o enxágue precisa ser bem feito.>
O Amaciante também pede moderação. Em excesso, pode comprometer as fibras e reduzir a capacidade de aquecimento do cobertor. Depois da lavagem, a centrifugação dupla ajuda a retirar água acumulada e diminui o peso da peça, reduzindo o risco de rasgos.>
Boa parte do mofo começa quando o cobertor é guardado ainda úmido. A peça precisa secar em local arejado e, se possível, ao sol. Cobertores mais grossos podem levar um dia inteiro para secar por completo.>
Em vez de pendurar dobrado ao meio, o ideal é apoiar o cobertor na horizontal sobre três ou quatro varais. Assim, o peso não deforma o tecido. Virar a peça a cada três ou quatro horas ajuda a secar por igual.>
Durante o uso, o cobertor acumula suor, saliva, manchas, odores do ambiente, ácaros e umidade. Peças usadas com frequência devem ser lavadas, em média, a cada dois ou três meses.>
Quando o uso é constante, o intervalo pode cair para 15 ou 30 dias. Já os cobertores guardados precisam sair do armário de tempos em tempos para arejar, principalmente em regiões úmidas.>
Antes de guardar, o cobertor precisa estar limpo e completamente seco. Uma umidade discreta nas camadas internas já pode causar mofo.>
Enrolar a peça preserva melhor a estrutura do que dobrar sempre nos mesmos pontos. Sacos de TNT ou materiais respiráveis ajudam, enquanto plásticos podem reter umidade em locais abafados.>
Folhas de papel de seda, sílica, sachês perfumados e bicarbonato ajudam no controle de odores e umidade. Em espaços pequenos, caixas sob a cama, baús e pufes com compartimento interno funcionam bem, desde que o local esteja limpo e seco.>