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Agência Correio
Publicado em 27 de março de 2026 às 05:00
Completar 103 anos com autonomia é raro. Ainda assim, Irena Vennesoens transformou essa marca em rotina. Moradora de Antuérpia, na Bélgica, ela vive sozinha, mantém compromissos e participa ativamente da vida social. >
No último domingo, ela celebrou o aniversário ao lado da irmã Annie, de 96 anos. Ao vê-la chegar, emocionou-se por alguns instantes. Depois, as duas se abraçaram como fazem desde a infância, reforçando um vínculo que atravessa décadas.>
Enquanto muitos associam a longevidade à fragilidade, Irena mostra outro caminho. Mesmo com passos mais cuidadosos, ela segue decidindo seus horários, organizando seus dias e cultivando hábitos que, segundo especialistas, fazem diferença no envelhecimento.>
Irena Vennesoens
Irena mora em um apartamento dentro de um residencial para idosos em Antuérpia. No entanto, não depende de ajuda constante. Ela administra a própria rotina, escolhe seus programas e mantém contato frequente com amigos.>
Além disso, acompanha o noticiário e participa de conversas sobre política e atualidades. “Ela acompanha os acontecimentos atuais e sabe quem é Trump. Ela ainda consegue ler, não precisa de aparelhos auditivos nem óculos”, diz Carl Verhoeven ao jornal belga Gazet van Antwerpen.>
Esse nível de autonomia impressiona familiares e profissionais. Afinal, a manutenção da cognição e da vida social ativa costuma estar associada a melhores indicadores de saúde mental na terceira idade, segundo pesquisas internacionais.>
Questionada sobre o que a levou tão longe, Irena não hesita. “Movimente-se, movimente-se, movimente-se. Pratiquei esportes a vida toda: esqui, ginástica, balé. Fui professora de educação física e lecionei até os 85 anos”.>
A ex-professora afirma que ainda hoje mantém atividades físicas. “Continuo dançando, inclusive agora, com as danças folclóricas aqui no centro comunitário.” O movimento, portanto, segue como parte central de sua rotina.>
Além do exercício, ela preserva encontros semanais no restaurante preferido, onde janta com uma amiga. Estudos científicos indicam que o convívio social frequente contribui para o bem-estar emocional e pode reduzir riscos ligados ao envelhecimento.>
O interesse por histórias como a de Irena também cresce no Brasil. O país registra aumento gradual no número de centenários, fenômeno que acompanha o avanço da expectativa de vida nas últimas décadas.>
Pesquisadores destacam que a diversidade genética brasileira, formada por matrizes europeias, japonesas, indígenas e africanas, está entre as mais variadas do mundo. Essa miscigenação pode ampliar a variabilidade genética.>
Como resultado, alguns estudos sugerem que maior diversidade genética pode favorecer resistência a determinadas doenças. No entanto, especialistas reforçam que estilo de vida, alimentação equilibrada e laços sociais seguem decisivos para envelhecer com autonomia.>