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Felipe Sena
Publicado em 11 de junho de 2026 às 07:30
Nascido em Uberaba, interior de Minas Gerais, Gabriel Cançado, de 32 anos, lucra milhões com uma incorporadora focada em imóveis populares, mas chamou atenção por não ter formação em engenharia. >
O mineiro cresceu acompanhando a rotina do pai, Sergio Cançado, que foi funcionário de um banco estatal com atuação na área de crédito imobiliário durante 34 anos. Com familiaridade com o crédito imobiliário, Gabriel decidiu abrir uma empresa para atuar como correspondente bancário contratado por incorporadoras. No entanto, não estava satisfeito e decidiu construir um negócio que tivesse chances de escalar.>
Gabriel Cançado
Após muitos plantões aos fins de semana em estandes de lançamentos imobiliários, Gabriel decidiu construir uma incorporadora do zero. Em 2021, a meta ousada saiu do papel e se transformou na Holos Incorporadora.>
Na cidade de São Paulo, a Holos realizou R$ 330 milhões em vendas em 2025. Foram 12 empreendimentos lançados e mais de 2 mil unidades no portfólio. A meta para este ano é atingir cerca de R$ 600 milhões em valor geral de vendas (VGV), métrica usada pelo mercado imobiliário para calcular a soma total do potencial de receita em caso de venda de todas as unidades de um empreendimento.>
Minha Casa, Minha Vida
Gabriel focou no segmento de construções residenciais do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), criado pelo Governo Federal. A Holos constrói prédios com apartamentos entre 25 m² e 40 m², na Zona Leste e na Zona Sul da capital paulista. Os valores variam entre R$ 230 mil e R$ 330 mil, dependendo da metragem e localização.>
A inovação do negócio foi a estruturação de um núcleo de engenharia dentro da incorporadora. “Não sou engenheiro, não domino o assunto, mas conheço o ciclo da operação inteira. Sei aonde cada coisa vai acontecer, tenho uma noção muito boa dos custos”, disse em entrevista à revista Pegn.>
Gabriel é formado em Administração pela PUC-SP, com MAB em Real Estate pela FIA Business School e certificações da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios (Secovi). Apesar de todo conhecimento, o empresário não para de estudar, e este ano concluiu um curso para aprimorar a gestão na Fundação Dom Cabral.>