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Kanye West é proibido de entrar no Reino Unido após polêmicas

Governo britânico considera que presença do artista no país "não é de interesse público"

  • Foto do(a) author(a) Giuliana Mancini
  • Giuliana Mancini

Publicado em 7 de abril de 2026 às 10:11

Kanye West
Kanye West Crédito: Reprodução

O governo do Reino Unido decidiu impedir a entrada de Kanye West no país, em meio a uma série de controvérsias envolvendo o rapper. A informação foi confirmada pelo Home Office, equivalente ao Ministério do Interior britânico, que revogou a autorização de viagem do artista, hoje conhecido legalmente como Ye. As informações são da BBC.

A proibição ocorre após a controvérsia em torno da apresentação do artista como atração principal planejada para o festival Wireless, no mês de julho, em Londres.

Segundo as autoridades, o músico havia solicitado, nesta segunda-feira (7), permissão para entrar no Reino Unido por meio de uma Autorização Eletrônica de Viagem (ETA), mas o pedido foi negado. O argumento apresentado é que a presença dele "não é favorável ao interesse público".

Nos últimos anos, Kanye West tem sido alvo de críticas por declarações consideradas antissemitas, além de comentários de teor racista e elogios ao nazismo. Entre os episódios mais polêmicos, estão falas em que demonstrou admiração por Adolf Hitler, além do lançamento de uma música intitulada “Heil Hitler” e a divulgação de produtos com símbolos nazistas em seu site.

Diante da repercussão negativa, o artista chegou a publicar um pedido de desculpas em um anúncio de página inteira no Wall Street Journal, no início do ano, atribuindo parte de seu comportamento ao transtorno bipolar.

Mesmo assim, a pressão em torno de sua apresentação no Wireless Festival já vinha crescendo. A Pepsi cancelou o patrocínio ao evento no último domingo (5), encerrando a parceria de mais de uma década. O festival era oficialmente conhecido como “Pepsi MAX Presents Wireless” como parte de uma parceria que existia desde 2015.

Pouco depois, outro patrocinador, a Diageo, proprietária das marcas de bebidas alcoólicas Johnnie Walker e Captain Morgan, também anunciou sua saída do festival. Um porta-voz do PayPal disse à agência Reuters na segunda-feira (6) que sua marca não aparecerá em nenhum material promocional futuro do Wireless.

A contratação de Kanye West também já havia sido criticada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que relembrou os comentários antissemitas do rapper. "É profundamente preocupante que Kanye West tenha sido contratado para se apresentar no Wireless Festival, apesar de suas declarações antissemitas anteriores e de sua homenagem ao nazismo", disse Starmer em um comunicado ao jornal britânico "The Sun".

De acordo com à Reuters, o principal partido da oposição, o Partido Conservador, escreveu à Ministra do Interior, Shabana Mahmood, um pedido para que ela proibisse o cantor de entrar no país.

Em meio à polêmica, Kanye afirmou que estaria disposto a dialogar com representantes da comunidade judaica no Reino Unido. Em comunicado, disse que vinha acompanhando as reações à sua participação no festival e que gostaria de ouvir diretamente essas pessoas. “Sei que palavras não são suficientes. Preciso mostrar mudança por meio de ações”, declarou.

O Wireless Festival ainda não se pronunciou oficialmente sobre a decisão do governo britânico.

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