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Lágrimas de crocodilo, rancor ou perdão verdadeiro: o que diz a psicologia sobre o arrependimento

Entenda como a psicologia explica o arrependimento e descubra formas práticas de transformar o “e se” em decisões mais inteligentes no presente

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Henrique Moraes
  • Agência Correio

  • Henrique Moraes

Publicado em 20 de março de 2026 às 21:00

O arrependimento pode ser desconfortável, mas funciona como um alerta para decisões mais conscientes no futuro
O arrependimento pode ser desconfortável, mas funciona como um alerta para decisões mais conscientes no futuro Crédito: Pexels

Todos nós temos uma "coleção" de decisões das quais nos arrependemos. No entanto, em 2026, a psicologia comportamental está ressignificando esse sentimento: o arrependimento não é um sinal de fracasso, mas um mecanismo evolutivo de aprendizado. Quem nunca se arrepende, não evolui. O segredo está em como você processa esse incômodo para não paralisar sua próxima decisão.

Especialistas classificam o arrependimento em quatro tipos principais e alertam para a importância de diferenciar aprendizado de culpa excessiva, que pode paralisar.

Ao olhar para trás, muitas pessoas se perguntam o que teria acontecido se tivessem feito escolhas diferentes. Esse exercício mental, embora desconfortável, pode servir como base para decisões mais assertivas.

Um olhar fixo e intenso, sem piscadas, pode ser um sinal de tentativa de dominância ou de um desafio por Freepik

Os quatro tipos de arrependimento

Especialistas classificam o arrependimento em quatro categorias principais, que ajudam a entender sua origem e impacto.

  • Moral: ligado a atitudes que feriram valores pessoais
  • Conexão: relacionado a relações que foram negligenciadas
  • Fundação: envolve decisões que afetam estabilidade, como estudo ou carreira
  • Oportunidade: refere-se a chances que não foram aproveitadas

Entre eles, o arrependimento de oportunidade costuma ser o mais duradouro. Isso acontece porque envolve cenários hipotéticos difíceis de encerrar mentalmente.

Discussões semelhantes aparecem em conteúdos sobre comportamento e relações humanas no dia a dia, onde escolhas emocionais têm peso significativo.

Autocompaixão vs. Autocrítica:

Embora útil, o arrependimento pode se tornar prejudicial quando evolui para culpa constante. Esse padrão pode gerar ansiedade, insegurança e dificuldade de seguir em frente.

Psicólogos alertam que o ponto de equilíbrio está em reconhecer o erro sem transformar a experiência em autocrítica permanente. Aprender exige reflexão, não punição emocional.

Uma forma prática de evitar esse ciclo é observar o que pode ser controlado no presente. Essa abordagem aparece em estratégias de como melhorar a saúde mental no cotidiano. Algumas atitudes ajudam nesse processo:

  • Identificar o que foi aprendido com a situação
  • Evitar generalizações negativas sobre si mesmo
  • Focar em decisões futuras, não apenas no passado

Como usar o “eu do futuro” nas decisões

Uma técnica cada vez mais utilizada é a projeção do “eu do futuro”. Ela consiste em imaginar como uma decisão atual será vista daqui a alguns anos.

Esse exercício reduz impulsividade e ajuda a alinhar escolhas com objetivos de longo prazo. Estudos indicam que pessoas que utilizam essa estratégia tendem a tomar decisões mais consistentes. O arrependimento não precisa ser um peso permanente. Quando bem trabalhado, ele se torna uma ferramenta de ajuste e crescimento.

Especialistas recomendam substituir o pensamento “e se” por “o que posso fazer agora”. Essa mudança de foco reduz a ruminação e direciona energia para ações concretas.

Ao integrar aprendizado emocional com planejamento, é possível transformar experiências passadas em decisões mais conscientes e equilibradas.

Tags:

Cultura