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Luiz Dias
Agência Correio
Publicado em 28 de maio de 2026 às 04:04
Gabriel Ganley, influenciador e fisiculturista, foi encontrado sem vida em seu apartamento neste sábado (23). O falecimento do atleta, registrado inicialmente como caso suspeito pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), levantou o debate sobre a regulação do fisiculturismo.>
Fontes da CNN Brasil no IML confirmaram que a causa da morte foi um quadro de cardiomiopatia hipertrófica. A doença é caracterizada pelo espessamento anormal do músculo cardíaco. Ela geralmente é hereditária, mas pode ter outras origens.>
Gabriel Ganley morreu aos 22 anos
Nas redes sociais, começou a circular uma possível movimentação legislativa com o objetivo de fiscalizar o exercício do fisiculturismo. Porém, a proposta apelidada de “Lei Ganley” ainda não existe.>
O projeto que mais se aproxima dessa proposta é o PL 21/2025, apresentado pela deputada Renata Abreu (PODE-SP) em fevereiro de 2025. Após alterações, ele passou a focar na regulamentação da profissão de treinador de fisiculturismo, e não do esporte como um todo.>
Atualmente, o texto já foi aprovado pela Comissão do Esporte com um substitutivo e segue aguardando parecer na Comissão de Trabalho (CTRAB). Na prática, o profissional precisaria cumprir um dos seguintes requisitos:>
Além do PL 21/2025, existe o PL 3315/2024, proposto pelo deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM). A proposta obriga competições de fisiculturismo no Brasil a contar com equipe médica habilitada em suporte básico e avançado à vida, além de equipamentos para remoção de pacientes. >
Um estudo divulgado pela European Society of Cardiology investigou mais de 20 mil fisiculturistas homens, com foco especial nas causas de morte desses atletas. Dentre todos os óbitos identificados, cerca de 38% foram relacionados à morte súbita cardíaca.>
Dentre os laudos de autópsia disponíveis, os casos mais recorrentes envolveram cardiomegalia e hipertrofia ventricular. Ambas as doenças estão relacionadas com o espessamento das fibras cardíacas em padrões anormais, sendo a primeira chamada popularmente de "coração grande".>
Outra conclusão do estudo é que a taxa de mortes era maior entre atletas profissionais (193,63 casos por 100 mil atletas-ano) do que em amadores, em uma proporção de quase catorze vezes maior. >
Dentro da categoria profissional, os maiores afetados foram os atletas da categoria Open Physique, cerca de 17,1% dos óbitos registrados em profissionais. Essa categoria é marcada por excessos devido a não possuir restrição de peso, o que leva os atletas a pesos altíssimos.>
Quanto à potencial causa das mortes, os pesquisadores chegaram a uma conclusão multifatorial. Dentre os fatores agravantes estão o treino extremo de força, perda brusca de peso, desidratação e substâncias de performance, como anabolizantes.>