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Maior navio de guerra dos EUA entra na costa brasileira com 60 aviões e 5 mil militares a bordo para série de operações militares

Embarcação tem a capacidade de manter dezenas de aeronaves militares e até cinco mil soldados simultaneamente

  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Luiz Dias

  • Agência Correio

Publicado em 11 de maio de 2026 às 06:04

Operação também terá passagens Argentina, Chile, Colômbia, Peru e México, além de visitas portuárias no Panamá e na Jamaica
Operação também terá passagens Argentina, Chile, Colômbia, Peru e México, além de visitas portuárias no Panamá e na Jamaica Crédito: U.S. Navy / Wikimedia Commons

O USS Nimitz (CVN-68), um dos maiores porta-aviões do mundo, entrou no mar territorial brasileiro em maio, em meio à Operação Southern Seas 2026. Essa missão naval irá passar pela costa de diversos países integrantes da América Latina.

A gigantesca embarcação militar possui propulsão nuclear e capacidade de mobilização de um pequeno exército. Segundo dados da Marinha americana, o porta-aviões tem capacidade para manter dezenas de aeronaves e até cinco mil pessoas a bordo em operações em alto-mar.

USS Nimitz, há 51 anos em atividade por Mass Communication Specialist Seaman Eric M. Butler / U.S. Navy / Wikimedia Commons

USS Nimitz

O USS Nimitz foi incorporado à Marinha dos Estados Unidos em 1975 e dá nome a uma classe de porta-aviões nucleares. Com cerca de 330 metros, ele funciona como uma base aérea móvel sobre o mar.

Embarcações nucleares utilizam pequenos reatores de matriz nuclear em vez de combustíveis fósseis
Embarcações nucleares utilizam pequenos reatores de matriz nuclear em vez de combustíveis fósseis Crédito: Mass Communication Specialist 3rd Class Sheldon Rowley / Wikimedia Commons

O navio pode lançar, receber e coordenar aeronaves em operações de defesa e vigilância, bem como oferecer apoio a outras forças táticas em solo. É uma estrutura feita para atuar longe da costa por longos períodos.

A Marinha dos Estados Unidos trata os porta-aviões das classes Nimitz e Gerald R. Ford, como os maiores navios de guerra do mundo. Eles foram projetados para cerca de 50 anos de serviço, com reabastecimento nuclear no meio da vida útil.

Por que ele está na costa brasileira?

A passagem faz parte da Southern Seas 2026, conduzida pela 4.ª Frota da Marinha dos Estados Unidos. A missão prevê exercícios com marinhas de países aliados dos EUA enquanto o grupo naval contorna a América do Sul.

No Brasil, a missão ocorre no Rio de Janeiro e envolve treinamentos no mar com meios brasileiros. Segundo a Marinha do Brasil, participam as fragatas Independência e Defensora, o submarino Tikuna e helicópteros AH-11B Super Lynx.

Registro da Fragata Independência em operação
Registro da Fragata Independência em operação Crédito: Marinha do Brasil

A Southern Seas existe desde 2007 e chega à 11.ª edição com foco em cooperação naval, troca técnica e integração entre tripulações de diferentes países.

Significado para o Brasil

Apesar das tensões recentes e flutuantes entre Washington e o Itamaraty, em teoria, a missão naval faz parte de uma boa convivência diplomática. Desde a sua primeira edição em 2007, a Operação Southern Seas tem como objetivo estreitar relações entre os EUA e seus aliados.

Para a Marinha do Brasil, exercícios desse tipo servem para testar tecnologias bélicas e manobras táticas com forças experientes. Ou seja, as tripulações treinam procedimentos que precisam funcionar em uma situação controlada.

“Operar com outras Marinhas é sempre uma oportunidade de desenvolver a interoperabilidade e aperfeiçoar capacidades, além de estreitar os laços de amizade, tradicionais das Forças Navais.”

Contra-Almirante Carlos Marcelo Fernandes Considera

comandante da Segunda Divisão da Esquadra, em entrevista à Agência Marinha de Notícias

Histórico em conflitos e operações

O USS Nimitz entrou em serviço em 1975 e é atualmente o porta-aviões em maior tempo de serviço nos EUA, mais de 50 anos. Desde então, participou de missões militares em áreas estratégicas, especialmente no Mediterrâneo, no Golfo Pérsico e no Oriente Médio.

Um dos episódios mais marcantes ocorreu em 1981, no Golfo de Sidra, quando aviões F-14 Tomcat que operavam a partir do porta-aviões derrubaram dois caças líbios Su-22 após um confronto aéreo
Um dos episódios mais marcantes ocorreu em 1981, no Golfo de Sidra, quando aviões F-14 Tomcat que operavam a partir do porta-aviões derrubaram dois caças líbios Su-22 após um confronto aéreo Crédito: Mass Communication Specialist 3rd Class Brian Gaines / Wikimedia Commons

O navio também esteve ligado a operações importantes dos Estados Unidos, como a Desert Storm, na Guerra do Golfo, e missões no Afeganistão e no Iraque após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Mais recentemente, o Nimitz atuou contra o grupo Estado Islâmico na Operação Inherent Resolve. Esse histórico ajuda a explicar por que a embarcação é vista como uma das principais ferramentas de projeção militar dos Estados Unidos.