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NASA confirma que 6ª cidade mais populosa do mundo está afundando e pode comprometer o sistema de metrô e paralisar turismo

Projeto feito em parceria com entidades indianas realizou o mapeamento da cidade utilizando imagens do satélite NISAR

  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Luiz Dias

  • Agência Correio

Publicado em 7 de maio de 2026 às 22:00

Segundo estimativas, a população da Cidade do México é em torno de 22 milhões de pessoas
Segundo estimativas, a população da Cidade do México é em torno de 22 milhões de pessoas Crédito: Carlos Valenzuela / Wikimedia Commons

A Cidade do México está afundando em ritmo constante, o que pode preocupar no longo prazo. Dados do satélite NISAR, missão da NASA com a agência espacial da Índia, mostram áreas da metrópole cedendo mais de 2 centímetros por mês.

Apesar de não ser uma descoberta nova, ela ganhou mais precisão com as novas imagens coletadas entre 25 de outubro de 2025 e 17 de janeiro de 2026. Elas registraram o afundamento devido à retirada intensa de água subterrânea, o que compacta o antigo leito de lagos onde a cidade cresceu.

Inaugurado em 1934, o Palacio de Bellas Artes mistura referências art nouveau, art déco e beaux-arts e virou um dos cartões-postais mais fotografados do centro da capital mexicana por Adrián Cerón / Wikimedia Commons

Por que a cidade está afundando?

A capital mexicana foi construída sobre uma região que já abrigou lagos, como o Texcoco. Esse solo tem camadas moles, ricas em argila e água. Com o aumento da necessidade hídrica da cidade, essa água subterrânea tem sido drenada, fazendo com que o município afunde.

Segundo o Jet Propulsion Laboratory, da NASA, a área metropolitana abriga cerca de 20 milhões de pessoas e depende historicamente desses aquíferos para abastecimento. Com o crescimento urbano, a pressão sobre essa reserva ficou maior e o peso da infraestrutura urbana está gerando um lento colapso geográfico.

“Imagens como esta confirmam que as medições do NISAR estão alinhadas às expectativas.”

Craig Ferguson

vice-gerente do projeto na sede da NASA, no comunicado do JPL

Análise de satélites

O NISAR usa radar de abertura sintética para medir pequenas mudanças na superfície. Essa tecnologia permite enxergar variações no solo mesmo durante a noite, sob nuvens ou em áreas onde sensores ópticos teriam dificuldade.

Conceito artístico do satélite NISAR
Conceito artístico do satélite NISAR Crédito: NASA/JPL-Caltech

Nas imagens divulgadas pela NASA, as áreas em azul-escuro indicam os pontos com maior afundamento. A leitura mostra que algumas regiões da Cidade do México cederam mais de 2 centímetros por mês no período analisado.

Um dos exemplos mais conhecidos fica no monumento Anjo da Independência, inaugurado em 1910. Como o terreno ao redor baixou ao longo das décadas, 14 degraus foram adicionados à base para manter o acesso ao local
Um dos exemplos mais conhecidos fica no monumento Anjo da Independência, inaugurado em 1910. Como o terreno ao redor baixou ao longo das décadas, 14 degraus foram adicionados à base para manter o acesso ao local Crédito: Luis Alvaz / Wikimedia Commons

Risco além de rachaduras

Um estudo publicado na revista Scientific Reports mostrou como o afundamento está atingindo o metrô da Cidade do México. O principal fator de perigo é o decaimento desigual; uma parte da estrutura cede mais rápido que outra, criando desníveis capazes de deformar trilhos, plataformas e viadutos.

Segundo os pesquisadores, esse afundamento diferencial pode reduzir a estabilidade de estruturas elevadas, forçar ajustes nos trilhos e comprometer sistemas de drenagem. Ou seja, o problema pode causar lentidão nos serviços, aumento dos custos de manutenção e até interrupções.

A pesquisa também apontou que a subsidência pode chegar a 500 milímetros por ano em áreas críticas da cidade.

Tags:

México Geografia Ciência Nasa