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Luiz Dias
Agência Correio
Publicado em 7 de maio de 2026 às 22:00
A Cidade do México está afundando em ritmo constante, o que pode preocupar no longo prazo. Dados do satélite NISAR, missão da NASA com a agência espacial da Índia, mostram áreas da metrópole cedendo mais de 2 centímetros por mês. >
Apesar de não ser uma descoberta nova, ela ganhou mais precisão com as novas imagens coletadas entre 25 de outubro de 2025 e 17 de janeiro de 2026. Elas registraram o afundamento devido à retirada intensa de água subterrânea, o que compacta o antigo leito de lagos onde a cidade cresceu.>
Principais pontos turísticos da Cidade do México
A capital mexicana foi construída sobre uma região que já abrigou lagos, como o Texcoco. Esse solo tem camadas moles, ricas em argila e água. Com o aumento da necessidade hídrica da cidade, essa água subterrânea tem sido drenada, fazendo com que o município afunde.>
Segundo o Jet Propulsion Laboratory, da NASA, a área metropolitana abriga cerca de 20 milhões de pessoas e depende historicamente desses aquíferos para abastecimento. Com o crescimento urbano, a pressão sobre essa reserva ficou maior e o peso da infraestrutura urbana está gerando um lento colapso geográfico.>
Craig Ferguson
vice-gerente do projeto na sede da NASA, no comunicado do JPLO NISAR usa radar de abertura sintética para medir pequenas mudanças na superfície. Essa tecnologia permite enxergar variações no solo mesmo durante a noite, sob nuvens ou em áreas onde sensores ópticos teriam dificuldade.>
Nas imagens divulgadas pela NASA, as áreas em azul-escuro indicam os pontos com maior afundamento. A leitura mostra que algumas regiões da Cidade do México cederam mais de 2 centímetros por mês no período analisado.>
Um estudo publicado na revista Scientific Reports mostrou como o afundamento está atingindo o metrô da Cidade do México. O principal fator de perigo é o decaimento desigual; uma parte da estrutura cede mais rápido que outra, criando desníveis capazes de deformar trilhos, plataformas e viadutos.>
Segundo os pesquisadores, esse afundamento diferencial pode reduzir a estabilidade de estruturas elevadas, forçar ajustes nos trilhos e comprometer sistemas de drenagem. Ou seja, o problema pode causar lentidão nos serviços, aumento dos custos de manutenção e até interrupções.>
A pesquisa também apontou que a subsidência pode chegar a 500 milímetros por ano em áreas críticas da cidade. >