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Neurocirurgião que já viu cérebro de 100 mil pessoas alerta: 'Não leve seu smartphone para a cama'

Especialistas explicam como o excesso de estímulos, a dívida de sono e a multitarefa podem levar à estafa cerebral e quais hábitos ajudam a recuperar a energia mental

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  • Foto do(a) author(a) Raphael Miras
  • Agência Correio

  • Raphael Miras

Publicado em 11 de março de 2026 às 17:00

Cansaço mental pode provocar irritabilidade, falta de foco e lapsos de memória; mudanças simples na rotina ajudam a aliviar a sobrecarga do cérebro.
Cansaço mental pode provocar irritabilidade, falta de foco e lapsos de memória; mudanças simples na rotina ajudam a aliviar a sobrecarga do cérebro. Crédito: Banco de imagem

Sabe aquela sensação de acordar já exausto, mesmo tendo passado horas na cama? Se os lapsos de memória, a irritabilidade e a falta de foco viraram rotina, o problema pode não ser físico.

O cansaço mental, ou estafa cerebral, é um estado de esgotamento que drena a energia necessária para as tarefas mais simples do dia a dia.

No caso da Apple, os modelos afetados incluem o iPhone 5, iPhone 5c, iPhone 5s, mas não só. por Shutterstock

Diferente do cansaço do corpo, que costuma passar após uma boa noite de sono, a fadiga da mente é mais silenciosa e, muitas vezes, mais difícil de reverter.

A diferença entre corpo e mente exaustos

Para entender o problema, é preciso separar as sensações. O cansaço físico surge após esforços como carregar peso ou correr; o corpo pede repouso imediato e se recupera rapidamente após o descanso.

Já o cansaço mental aparece após períodos de estresse elevado, excesso de demandas ou falta de tempo para a recuperação emocional.

Como o cérebro nunca para de funcionar completamente, nem mesmo à noite, reduzir essa tensão exige "desacelerar" os pensamentos, o que nem sempre conseguimos fazer sozinhos.

Os três vilões da era moderna

Especialistas apontam que a exaustão atual de adultos em idade produtiva não vem de um único hábito, mas da soma de três fatores principais:

  1. Dívida de sono: Não é sobre uma noite em claro, mas sobre perder uma ou duas horas de descanso por dia de forma constante. Isso corrói a manutenção do cérebro em silêncio.
  2. Uso excessivo de telas: O smartphone é um dos maiores culpados. O hábito de "rolar a tela" sem objetivo (uso arrastado) bombardeia o cérebro com estímulos infinitos, deixando a mente em um estado de "casa em desordem".
  3. A armadilha da multitarefa: Tentar fazer tudo ao mesmo tempo reduz a eficiência e sobrecarrega o sistema cognitivo, que funciona melhor focando em uma coisa por vez.

Sinais de alerta: quando o limite foi ultrapassado

O corpo costuma enviar sinais antes de um colapso. Fique atento se você apresentar uma combinação destes sintomas por longos períodos:

  • Lapsos de memória e raciocínio lento.

  • Irritabilidade e alterações constantes de humor.

  • Dores físicas, como dor de cabeça tensional ou dores musculares.

  • Falta de motivação ou perda de prazer em atividades que antes eram agradáveis.

  • Insônia ou sono fragmentado.

Se ignorada, essa condição pode evoluir para problemas mais sérios, como a Síndrome de Burnout, depressão ou transtornos de ansiedade.

Como "resetar" a mente?

Combater a fadiga mental exige uma reorganização da rotina, e não apenas o uso de estimulantes temporários, como a cafeína, que podem até piorar o quadro. Estratégias eficazes incluem:

  • Higiene do sono: Tentar dormir cerca de oito horas por noite em ambiente escuro e sem telas.

  • Desconexão real: Reservar momentos do dia para esvaziar a mente, praticar meditação ou exercícios de respiração.

  • Atividade física: Mesmo caminhadas curtas ajudam a oxigenar o cérebro e regular neurotransmissores do bem-estar.

  • Planejamento: Organizar o dia e as prioridades ajuda a diminuir a ansiedade de "ter que lembrar de tudo".

Quando procurar ajuda?

Sentir-se cansado após uma entrega importante no trabalho é normal. O sinal de alerta acende quando o cansaço vira o "seu padrão".

Se as mudanças de hábito não trouxerem alívio, é essencial buscar o apoio de profissionais como psicólogos ou psiquiatras.

Em muitos casos, a psicoterapia (especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental) é fundamental para identificar padrões que geram esgotamento, enquanto a intervenção médica pode reequilibrar o funcionamento cerebral em casos mais graves.

Cuidar da mente não é luxo ou "frescura"; é a única forma de garantir que o corpo continue funcionando.