Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

No fundo do oceano ou em bunker subterrâneo: quem tem os mísseis balísticos mais poderosos do planeta

Oreshnik chamou atenção neste domingo, mas os principais nomes do arsenal estratégico mundial são outros e operam em outra escala

  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Luiz Dias

  • Agência Correio

Publicado em 28 de maio de 2026 às 19:19

Mísseis de elite são capazes de cruzar quase o mundo inteiro, explodir diversos alvos independetes e quebrar em dezenas de vezes a velocidade do som
Mísseis de elite são capazes de cruzar quase o mundo inteiro, explodir diversos alvos independetes e quebrar em dezenas de vezes a velocidade do som Crédito: Staff Sgt. JT Armstrong / Wikimedia Commons

Neste domingo (24), a capital da Ucrânia foi atingida pelo sistema de mísseis hiperssônicos Oreshnik. Apesar de ter métricas impressionantes, esse modelo está longe de ser um dos mais importantes dentro do setor bélico dos mísseis estratégicos.

Os mísseis mais poderosos do mundo costumam ser ICBMs, sigla em inglês para mísseis balísticos intercontinentais, ou SLBMs, lançados de submarinos. Eles são projetados para atingir alvos a milhares de quilômetros de distância.

O RS-28 Sarmat pertence à Rússia e é tratado pelo país como sucessor do antigo Voevoda, com grande capacidade de carga e alcance intercontinental, ele possui o carinhoso apelido de Satan II por Ministry of Defence of the Russian Federation / Wikimedia Commons

Os ICBMs terrestres podem ficar em silos reforçados ou em veículos móveis. Já os SLBMs ficam em submarinos nucleares, o que aumenta sua letalidade e capacidade de sobrevivência, pois podem estar em qualquer parte do oceano, escondidos.

Outro ponto de destaque é o sistema MIRV, que permite que o mesmo míssil dispare diversas ogivas contra alvos independentes
Outro ponto de destaque é o sistema MIRV, que permite que o mesmo míssil dispare diversas ogivas contra alvos independentes Crédito: Acdx / Wikimedia Commons

Mais rápido

Dentre os mísseis conhecidos, o Minuteman III é o que tem a maior velocidade pública oficial. A Força Aérea dos EUA informa que ele chega a cerca de 24,14 mil km/h, ou Mach 23, no fim da fase de queima.

Mach é uma unidade baseada na velocidade do som. O deslocamento do Minuteman III é de cerca de 23 vezes essa velocidade. Mísseis são considerados hiperssônicos a partir de Mach 5
Mach é uma unidade baseada na velocidade do som. O deslocamento do Minuteman III é de cerca de 23 vezes essa velocidade. Mísseis são considerados hiperssônicos a partir de Mach 5 Crédito: A1C Jack Rodriguez Escamilla, USAF / Wikimedia Commons

Porém, se você sair puramente dos mísseis balísticos, existe o sistema Avangard, um veículo hiperssônico. Ele é acoplado a um ICBM e utiliza a velocidade do lançamento para realizar sua manobra.

Este veículo pode alcançar a incrível marca de Mach 27 após a decolagem, além de combinar alta manobrabilidade com grande velocidade
Este veículo pode alcançar a incrível marca de Mach 27 após a decolagem, além de combinar alta manobrabilidade com grande velocidade Crédito: Министерство обороны Российской Федерации / Wikimedia Commons

Maior capacidade

O russo RS-28 Sarmat é o destaque quando o critério é a maior capacidade de carga útil. Segundo o CSIS Missile Threat, o míssil pode carregar cerca de 10 mil kg de payload, com ogivas MIRV ou veículos planadores hipersônicos, como o Avangard.

Também conhecido como Satan II, ele lidera na capacidade máxima estimada de ogivas independentes. Segundo a mídia russa e o CSIS, poderia levar até 10 ogivas grandes ou 16 menores, além de combinações com contramedidas ou veículos planadores.

Existe margem para contestação com o americano Trident II D5, que é capaz de carregar até 12 veículos de reentrada. Porém, dentro da capacidade máxima alegada, há vantagem para o Sarmat
Existe margem para contestação com o americano Trident II D5, que é capaz de carregar até 12 veículos de reentrada. Porém, dentro da capacidade máxima alegada, há vantagem para o Sarmat Crédito: Ministry of Defence of the Russian Federation

Maior alcance

Fazendo jus ao nome, o Satan II também é considerado o míssil de maior alcance conhecido. O CSIS aponta uma faixa de 10 mil a 18 mil km, o que supera os números atribuídos a modelos como o chinês Dongfeng-41 e o norte-coreano Hwasong-18.

[IMG] Para medidas de comparação, um RS-28 Sarmat disparado de Moscou poderia atingir todas as principais cidades dos EUA e capitais europeias

Como comparação, o DF-41 é estimado em 12 mil a 15 mil km, enquanto o Hwasong-18 é descrito com alcance declarado superior a 15 mil km. Mesmo assim, pelo máximo da estimativa pública, o Sarmat segue como o principal nome na categoria de maior alcance.

Maior sobrevivência do sistema

A principal missão de um míssil é atingir seu objetivo e, para isso, é essencial que ele consiga se manter inteiro até o fim do trajeto. Isso é classificado como sobrevivência do sistema. Dentre os modelos conhecidos, aquele que mais se destaca é o Trident II D5.

Nesse caso, o destaque não vem apenas do míssil, mas da plataforma: ele é lançado de submarinos balísticos nucleares, que podem permanecer ocultos no mar por longos períodos
Nesse caso, o destaque não vem apenas do míssil, mas da plataforma: ele é lançado de submarinos balísticos nucleares, que podem permanecer ocultos no mar por longos períodos Crédito: U.S. Navy Brian Nokell / Wikimedia Commons

Segundo a Marinha dos EUA, os mísseis Trident II D5 ficam em submarinos da classe Ohio, enquanto o Reino Unido os usa em submarinos da classe Vanguard. A própria doutrina ocidental define os SLBMs como a perna mais sobrevivente da tríade nuclear.

Além disso, o governo britânico afirma que mantém pelo menos um submarino nuclear armado patrulhando os mares de forma indetectada o tempo todo.

Maior precisão

Os mísseis possuem sua própria unidade de medida, o Erro Circular Provável, no inglês CEP. Ela calcula a margem de erro em metros pela qual um míssil pode errar o alvo. Dentre os modelos conhecidos, aquele que possui o menor CEP público é o Trident II D5.

O CSIS aponta precisão de cerca de 90 metros de CEP, métrica usada para estimar a margem provável de erro em relação ao alvo. Além dele, outros mísseis com medidas parecidas são o também americano Minuteman III e o russo Yars.

Tags:

Coreia do Norte Ucrânia Guerra Rússia Estados Unidos Guerra da Ucrânia China Missil