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'Noite dos OVNIs': há exatos 40 anos dezenas de discos voadores fecharam o céu e foram perseguidos por aviões da Aeronáutica em um dos maiores mistérios do Brasil

Ao lado do caso do ET Bilu, esse é um dos maiores casos da ufologia brasileira que envolveu até mesmo o presidente José Sarney

  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Luiz Dias

  • Agência Correio

Publicado em 19 de maio de 2026 às 21:09

Imagem de avistamento em Nova Jersey, meramente ilustrativa
Imagem de avistamento em Nova Jersey, meramente ilustrativa Crédito: John H. Riley / Wikimedia Commons

A noite de 19 de maio de 1986 entrou para a história brasileira como uma das mais curiosas do país. Em uma única noite, cerca de 21 objetos não identificados foram detectados no céu, consagrando a chamada “Noite dos Discos Voadores”.

As supostas naves foram avistadas em diversas partes do Brasil e mobilizaram até mesmo caças da Força Aérea Brasileira (FAB). Houve registros de avistamento em SP, RJ, MG e GO. Quatro décadas depois, o episódio ainda é lembrado como um dos maiores casos da ufologia brasileira.

Ilha da Trindade ficou famosa após Almiro Baraúna registrar, em 1958, imagens de um objeto não identificado durante missão da Marinha por Almiro Baraúna / Wikimedia Commons

Uma crônica noturna

Era uma noite como qualquer outra na torre de controle de São José dos Campos: clima ameno de outono e céu limpo, com vista para as estrelas. Porém, aquela não seria uma noite comum.

O primeiro a observar algo estranho foi o sargento Sérgio Mota da Silva, que viu uma luz indistinta no céu. Ela brilhava como um farol e pulsava em várias cores. Não havia nenhum voo agendado para aquele horário; o que poderia ser?

As luzes tremulantes aumentavam, sumiam e reapareciam. Pouco tempo depois, começaram a soar os radares. Porém, de maneira igualmente caótica, às vezes as pessoas conseguiam observá-las e o radar não; em outras, as máquinas apontavam a estranha presença, mas ninguém conseguia vê-las.

As luzes não se limitaram a São José dos Campos e, aos poucos, foram vistas em vários outros lugares. Um dos registros foi feito por um voo comercial que seguia para São Paulo, partindo de Londrina. O piloto avisou à torre de controle que um dos objetos parecia estar em rota de colisão com o avião naquela noite.

Outra pessoa que avistou uma dessas figuras foi o coronel Ozires Silva, que estava em um voo após ter se encontrado com o presidente do Brasil, José Sarney. Por volta das 21h, também foram avistadas coisas estranhas no céu se aproximando.

“Todo mundo que tenta perseguir um negócio desses acaba desaparecendo, sabia?”

Ozires Silva

Coronel da Aeronáutica em entrevista à Folha de S.Paulo

Perseguição aérea

Em meio ao caos dos radares e das intensas ligações telefônicas, as autoridades tiveram de tomar medidas cautelares. Principalmente pelo fato de esses OVNIs estarem sobrevoando instalações importantes.

Dentre os locais sobrevoados estavam o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e a Academia da Força Aérea (AFA)
Dentre os locais sobrevoados estavam o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e a Academia da Força Aérea (AFA) Crédito: Gov_mcti / Wikimedia Commons

Dessa maneira, chegaram ordens até o ministro da Aeronáutica, que autorizou a liberação de três caças de combate e reconhecimento para cruzar os céus nessa missão. Dois F-5 e um Mirage saíram em voo para interceptar os objetos, de forma não agressiva.

Os caças perseguiram os OVNIs em uma "corrida maluca". Os estranhos objetos sumiam e reapareciam, tanto da visão quanto dos radares, sempre que os aviões se aproximavam. Cada um realizava manobras impossíveis para qualquer aeronave humana.

Até o fim daquela noite, outros dois caças foram acionados, mas nenhum dos objetos anômalos foi interceptado
Até o fim daquela noite, outros dois caças foram acionados, mas nenhum dos objetos anômalos foi interceptado. Ao todo foram mobilizados 2 caças F-5E Tiger II e 3 caças Mirage III Crédito: Rob Schleiffert

O que os documentos indicam

O relatório oficial do Comando Aéreo de Defesa Aérea descreveu ecos de radar, mudanças bruscas de velocidade, variações de altitude e luzes de cores diferentes. Porém, a apuração foi inconclusiva, e o próprio documento aponta limitações técnicas nos equipamentos.

“Não se trata de acreditar ou não [em aliens ou OVNI's]. Só podemos dar informações técnicas. As suposições são várias. Tecnicamente, diria aos senhores que não temos explicação.”

Octávio Júlio Moreira Lima

Ministro Conciliador 1 da Força Aérea em coletiva de impressa em 23 de maio de 1986

Tags:

Histórias Curiosas História Ovnis