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Agência Correio
Publicado em 17 de fevereiro de 2026 às 16:00
Mesmo com indústria forte e exportações altas, a Alemanha enfrenta um problema básico de população. O número de nascimentos caiu por décadas enquanto milhões de trabalhadores mais velhos chegam à aposentadoria. >
Para evitar queda econômica, o país precisa receber cerca de 300 mil profissionais qualificados por ano. Sem reposição, serviços cotidianos começam a ficar comprometidos.>
Veja as profissões que devem desaparecer até 2030
O déficit é mais visível em funções essenciais. Enfermeiros são escassos em hospitais e clínicas, professores faltam em várias etapas da educação e o setor digital procura especialistas sem parar.>
Essas ocupações exigem formação específica e tempo de treinamento, o que impede reposição rápida apenas com trabalhadores locais.>
Economistas alertam que, sem imigração, a alternativa seria trabalhar mais anos antes da aposentadoria ou ampliar jornadas semanais.>
Apesar da necessidade, o processo de contratação é lento para estrangeiros. A estrutura pública ainda depende de procedimentos presenciais e análise manual de documentos.>
Há profissionais formados no próprio país que aguardam muitos meses para converter visto de estudante em autorização de trabalho.>
Escritórios jurídicos relatam filas longas até para médicos e engenheiros. A demora ocorre porque os órgãos migratórios também enfrentam escassez de funcionários.>
Depois da chegada surgem outros desafios. O idioma é indispensável no ambiente profissional e exige dedicação intensa nos primeiros anos. >
Diferenças culturais e distância da família dificultam a permanência de parte dos recém-chegados. Alguns retornam após contratos iniciais.>
O reconhecimento de diplomas também complica. Cada um dos 16 estados alemães possui regras próprias, prolongando a validação acadêmica.>
Nos últimos anos, o debate sobre imigração se intensificou na Alemanha. O aumento de refugiados e a chegada de profissionais estrangeiros provocaram tensão social e reforçaram movimentos de ultradireita, como o partido AfD.>
O partido critica políticas de abertura e defende restrições mais rígidas, o que influencia decisões regionais e nacionais sobre integração. >
Para os recém-chegados, isso se traduz em desafios de convivência e preocupação com aceitação social.>
Para reduzir a demora, empresas passaram a recrutar jovens estrangeiros ainda no início da carreira. Elas oferecem formação prática dentro do próprio sistema alemão.>
Assim o trabalhador já aprende normas locais e começa a atuar sem esperar anos por validação de diploma.>
A economia alemã já dependeu de estrangeiros no passado e volta a disputar profissionais no mercado global. A diferença agora será a capacidade de tornar a chegada mais rápida e a integração mais estável.>