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Onde os gatos gostam de carinho: os pontos certos e os lugares que eles costumam evitar

Felinos podem gostar de contato físico, mas o carinho depende do lugar, do momento e dos sinais que o animal dá com o corpo

  • Foto do(a) author(a) Helena Merencio
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Helena Merencio

  • Agência Correio

Publicado em 1 de junho de 2026 às 20:00

Gatos costumam aceitar melhor o carinho em áreas como bochechas, queixo e base das orelhas, desde que o toque respeite os sinais do animal
Gatos costumam aceitar melhor o carinho em áreas como bochechas, queixo e base das orelhas, desde que o toque respeite os sinais do animal Crédito: Ivanhercaz/Wikimedia Commons

A fama de independentes acompanha os gatos há tanto tempo que muita gente esquece de um detalhe importante: eles também gostam de carinho. O ponto é que, para os felinos, contato físico não combina com insistência, pressa ou toque em qualquer parte do corpo. O carinho precisa respeitar o momento, o humor e os limites do animal.

Na convivência do dia a dia, isso aparece em gestos pequenos. O gato se aproxima, esfrega o rosto na mão do tutor, fecha um pouco os olhos e parece pedir atenção. Em outras situações, basta a mão ir para uma região sensível para ele se afastar, balançar a cauda ou interromper a interação de vez.

O abissínio é um gato ativo e se dá bem com cães enérgicos (Imagem: ZCOOL HelloRF | Shutterstock) por Imagem: ZCOOL HelloRF | Shutterstock

Bochechas, queixo, base das orelhas e região entre os olhos costumam estar entre os pontos mais aceitos. Essas áreas têm relação com comportamentos naturais dos felinos, como esfregar o rosto em pessoas, móveis e objetos para espalhar cheiros familiares e reconhecer o ambiente como seguro.

Pontos favoritos

Carinho nas bochechas e no queixo costuma funcionar bem porque se aproxima de um gesto que o gato já usa naturalmente quando quer marcar presença e criar familiaridade com o espaço ao redor.

Por isso, muitos felinos relaxam quando recebem contato nessas regiões, especialmente se o tutor faz movimentos leves e respeita o ritmo do animal.

A base das orelhas também costuma ser bem aceita. Já a área entre os olhos pede ainda mais delicadeza, sem pressão exagerada ou movimentos bruscos. Quando o gato permanece perto, relaxa o corpo ou empurra a cabeça contra a mão, o sinal costuma ser positivo.

Áreas sensíveis

Patas, cauda e parte traseira do corpo exigem mais cuidado. São regiões sensíveis e, em muitos gatos, o toque pode ser incômodo mesmo quando a intenção é demonstrar afeto.

A barriga é o ponto que mais confunde tutores. Ver um gato deitado de barriga para cima pode indicar confiança, mas não significa necessariamente que ele quer carinho ali. Para vários felinos, essa região continua sendo vulnerável, e o contato pode ser interpretado como invasivo.

Ainda assim, cada animal tem sua própria história. Alguns gatos aceitam carinho na barriga quando foram acostumados desde filhotes e cresceram em um ambiente seguro, com experiências positivas.

Outros preferem manter essa parte do corpo protegida, mesmo convivendo há anos com o tutor. Por isso, insistir em uma área rejeitada tende a quebrar o momento em vez de aproximar.

Cada gato reage diferente

A socialização pesa bastante na forma como o animal lida com o toque. Um gato que cresceu em um ambiente tranquilo, com contato respeitoso e sem sustos frequentes, tende a aceitar melhor determinados carinhos. Já um felino que passou por experiências negativas pode reagir com medo, tensão ou defesa.

Não existe um mapa único que funcione para todos. O tutor precisa observar onde o gato relaxa, em quais momentos procura aproximação e quando começa a demonstrar desconforto. Mais do que insistir, o ideal é deixar que o animal também conduza o ritmo da interação.

Mudanças no toque

Quando um gato que sempre gostou de carinho passa a fugir, morder ou se irritar com o contato, a mudança merece atenção.

Essa reação pode não ter relação com temperamento difícil ou falta de afeto, mas com dor, incômodo físico ou sensibilidade em alguma parte do corpo.

Com o envelhecimento, problemas articulares e condições crônicas podem deixar certas regiões mais doloridas. Em gatos idosos, principalmente, uma resposta brusca ao toque deve ser observada com cuidado e pode indicar a necessidade de avaliação veterinária.

Sinais do corpo

Quando está confortável, o gato costuma mostrar de forma clara, ainda que discreta. Ele pode ronronar, manter o corpo solto, fechar parcialmente os olhos e esfregar a cabeça contra a mão do tutor, como se pedisse que o carinho continuasse por mais um pouco.

O incômodo também aparece antes da mordida ou do arranhão. Cauda batendo com força, orelhas voltadas para trás, pupilas dilatadas e tentativa de afastar o corpo indicam que o limite chegou.

Nessa hora, parar não estraga o momento. Pelo contrário, é o que preserva a confiança e faz o gato entender que o contato com o tutor pode ser seguro.

Tags:

Pets