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Agência Correio
Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 07:00
Medicamentos que idosos devem evitar ou usar com cautela fazem parte de uma discussão cada vez mais importante quando o assunto é envelhecimento saudável. Com o passar dos anos, o organismo muda a forma como absorve, distribui e elimina substâncias, o que pode tornar remédios comuns mais perigosos do que parecem à primeira vista. >
Muitos desses medicamentos são usados diariamente, inclusive aqueles comprados sem receita médica. Segundo o site thealliance health, há grupos específicos de remédios que oferecem riscos maiores para adultos mais velhos, especialmente por causarem confusão mental, tontura e outros efeitos que impactam diretamente a qualidade de vida.>
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Entre os medicamentos que merecem atenção estão os anti-histamínicos de primeira geração, como os que contêm difenidramina e clorfeniramina. Eles são amplamente usados no tratamento de alergias, gripes, resfriados e também aparecem em fórmulas para auxiliar o sono.>
Apesar de parecerem inofensivos por estarem disponíveis sem prescrição, esses medicamentos podem provocar reações mais intensas em idosos. O uso contínuo ou inadequado pode trazer consequências que vão além do alívio dos sintomas iniciais.>
Esses anti-histamínicos podem causar confusão, visão embaçada e dificuldade para urinar. Em pessoas mais velhas, esses efeitos tendem a ser mais acentuados, interferindo na rotina e aumentando a dependência de ajuda externa.>
Além disso, sintomas como boca seca e constipação podem agravar problemas já existentes, tornando o dia a dia mais cansativo e desconfortável. Pequenos efeitos, quando somados, podem comprometer o bem-estar geral.>
Outro grupo que merece atenção são os relaxantes musculares, como ciclobenzaprina, metocarbamol e carisoprodol. Esses medicamentos costumam ser prescritos para dores e espasmos musculares, mas seu uso em idosos requer cuidado.>
Em adultos mais velhos, esses remédios podem não oferecer benefícios significativos e, ao mesmo tempo, aumentar o risco de efeitos adversos. Por isso, a avaliação médica é fundamental antes de iniciar ou manter o uso.>
Os relaxantes musculares podem provocar tontura, sonolência e confusão, fatores que aumentam consideravelmente o risco de quedas. Em idosos, uma queda pode ter consequências sérias, como fraturas e perda de autonomia.>
Além disso, esses medicamentos também podem causar constipação e dificuldade para urinar, tornando o acompanhamento profissional essencial para evitar complicações desnecessárias.>