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Os sintomas físicos da Síndrome de Burnout vão além do estresse, mostram que o seu trabalho está te adoecendo e qual é o divisor de águas

Reconhecida pela OMS, a condição vai além do estresse: especialista explica como identificar o esgotamento profissional e o que fazer para retomar o controle da sua saúde

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  • Foto do(a) author(a) Raphael Miras
  • Agência Correio

  • Raphael Miras

Publicado em 11 de abril de 2026 às 11:00

Saiba como distinguir a exaustão comum da Síndrome de Burnout e entenda por que o seu corpo pode estar pedindo socorro antes mesmo do expediente começar
Saiba como distinguir a exaustão comum da Síndrome de Burnout e entenda por que o seu corpo pode estar pedindo socorro antes mesmo do expediente começar Crédito: Banco de Imagem

Sabe aquele alívio que sentimos ao fechar o notebook na sexta-feira ou quando finalmente as férias chegam?

Geralmente, um fim de semana de sono ou alguns dias longe da rotina são o suficiente para recarregar as baterias. Mas, e quando o descanso não é mais suficiente? Quando a exaustão se torna uma sombra que te persegue mesmo após o despertar?

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Se esse é o seu caso, o problema pode ter um nome que a Organização Mundial da Saúde (OMS) define como fenômeno ocupacional: a Síndrome de Burnout.

Ela não é um "estresse comum"; é um sinal de que o seu ambiente de trabalho ultrapassou os limites do que a sua mente e seu corpo conseguem suportar.

O divisor de águas: é o trabalho ou a vida?

Pode ser difícil distinguir o cansaço do dia a dia do esgotamento profissional. Segundo o psicólogo Alfredo Assunção, coordenador de Psicologia da UniNassau Rio de Janeiro, a chave está na origem.

Enquanto o cansaço rotineiro pode vir de uma noite mal dormida ou de questões pessoais, o Burnout nasce especificamente das demandas do emprego.

“Se os sintomas aparecem exclusivamente quando você está trabalhando ou apenas pensando nas tarefas, acende-se o alerta para a Síndrome”, explica o especialista.

Quando o corpo grita o que a boca cala

O Burnout não é "coisa da sua cabeça". Ele se materializa no corpo de formas que, muitas vezes, tentamos ignorar com um analgésico ou uma xícara extra de café. Fique atento a estes sinais:

  • O cansaço é extremo, mas o sono não vem. 
  • Cabeça pesada e alterações no apetite. 
  • Pressão alta, palpitações e dificuldade de manter o foco. 
  • Uma irritabilidade constante acompanhada por aquela sensação amarga de fracasso.

Um dos sinais mais cruéis é o chamado "pânico do domingo à noite". Se antes mesmo de começar o expediente você sente suor nas mãos, coração acelerado ou crises de ansiedade, seu corpo está pedindo socorro.

Esse é o momento de buscar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra para um diagnóstico cuidadoso.