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Por que o computador sabe que você não é um robô só por selecionar faixas de pedestres, semáforos e motocicletas

Sistemas de CAPTCHA avaliam diversos padrões de comportamento do usuário na busca por sinais de automatização

  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Luiz Dias

  • Agência Correio

Publicado em 31 de maio de 2026 às 08:08

O Google descreve o reCAPTCHA como um serviço que usa “técnicas avançadas de análise de risco”
O Google descreve o reCAPTCHA como um serviço que usa “técnicas avançadas de análise de risco” Crédito: Magnific

Você entra em uma página da internet e aparece a seguinte pergunta: “Você não é um robô?”. Após marcar uma simples caixa de seleção, o acesso é liberado. Mas essa ação é só uma pequena parte do processo.

Você está vendo apenas uma etapa reduzida de um sistema que analisa sinais da sua interação. Cada movimento ajuda a compor uma avaliação de risco sobre a chance de aquele acesso ser humano ou automatizado.

O Teste de Turing, proposto em 1950, inspirou a ideia de diferenciar respostas humanas e de máquinas por Elliott & Fry / Wikimedia Commons

Análise do conjunto

Sistemas como o reCAPTCHA avaliam o conjunto da interação, e não apenas o clique na caixa de seleção. Um dos pontos observados é o padrão de comportamento, porque ações humanas tendem a ser mais variáveis do que interações automatizadas.

No teste da caixa de seleção, por exemplo, é possível programar um robô para marcar o campo. Porém, o comportamento dele pode parecer artificial, com movimentos retos demais, respostas rápidas demais ou trajetórias pouco naturais.

As pequenas irregularidades geradas pelas mãos humanas, por incontáveis fatores, são muito difíceis de reproduzir com perfeição em uma simulação digital
As pequenas irregularidades geradas pelas mãos humanas, por incontáveis fatores, são muito difíceis de reproduzir com perfeição em uma simulação digital Crédito: Jeswin Thomas / Pexels

Outros elementos também entram nessa avaliação, como o tempo de reação. Uma máquina pode se direcionar rapidamente ao objetivo programado ou agir com um atraso fixo. Já um humano tende a ser mais lento, errático e menos uniforme.

Por que às vezes pedem imagens?

Em alguns casos, mesmo sendo humano, o sistema pode apontar suspeita e direcionar o usuário para um teste com imagens. Existem vários formatos, como identificar objetos ou completar trajetórias e quebra-cabeças.

Alguns dos testes mais famosos pedem para encontrar bicicletas e faixas de pedestres, por exemplo
Alguns dos testes mais famosos pedem para encontrar bicicletas e faixas de pedestres, por exemplo Crédito: Reprodução

Esses desafios tentam mesclar elementos textuais, lógicos e visuais para dificultar a ação de robôs. Porém, com o desenvolvimento das IAs, esses sistemas precisam criar testes cada vez mais complexos para filtrar interações automatizadas.

CAPTCHAs invisíveis

Uma parte considerável do teste é realizada fora da percepção imediata do usuário. O sistema pode avaliar sinais de interação naquele site, como tempo de reação, forma de mover o mouse e outros padrões de comportamento.

Além disso, também podem entrar na análise dados como o endereço IP. De maneira semelhante a uma referência digital de origem, ele pode ajudar a identificar acessos suspeitos, especialmente quando está ligado a servidores ou redes já marcadas como problemáticas.

Até dados como cookies, autorizados durante a navegação em muitos sites, podem entrar na análise final de risco
Até dados como cookies, autorizados durante a navegação em muitos sites, podem entrar na análise final de risco Crédito: StockPhotosHub.com / Pexels

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Segurança Inteligência Artificial