Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Por que quem é inteligente demais tende a desenvolver comportamentos obsessivos-compulsivos e paranoias

Características positivas como alto processamento de informação e análise de padrões podem contribuir para gerar comportamentos obsessivos e paranoicos

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Agência Correio

  • Luiz Dias

Publicado em 6 de abril de 2026 às 16:00

Alguns personagens da cultura pop já exploram essa correlação entre alto QI e TOC
Alguns personagens da cultura pop já exploram essa correlação entre alto QI e TOC Crédito: Divulgação / IMDb

O estereótipo do gênio “louco” se popularizou na cultura pop em personagens como o Dr. Sheldon Cooper, da série The Big Bang Theory, mas essa fama pode ter embasamento científico. Estudo do neurocientista Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues explora a correlação entre superdotação e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

A partir de uma minuciosa análise metodológica, Rodrigues, que é PhD em neurociência, e sua equipe analisaram que a alta capacidade de processamento mental de determinados indivíduos pode acarretar no desenvolvimento de sintomas do TOC.

Filhos únicos se desenvolvem de forma equilibrada e podem até apresentar algumas vantagens em relação a quem tem irmãos por Reprodução | Instagram

A pesquisa contou com mais de 500 voluntários e utilizou uma metodologia própria desenvolvida por Rodrigues. O DWRI, Desenvolvimento de Amplas Regiões de Interferência Intelectual, analisa a correlação entre diferentes regiões do cérebro durante a execução de tarefas, como pensamentos.

“A ignorância é uma bênção”

Ao contrário do que o senso comum costuma apontar, a alta capacidade de processamento cognitivo (superdotação) aliada ao alto QI não atua como um agente de proteção do cérebro contra transtornos psicológicos, muito pelo contrário.

“Tratar o QI elevado como fator de proteção psicológica é uma simplificação equivocada que compromete diagnósticos precoces e intervenções adequadas.”

Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues

Pesquisador-chefe

Alguns mecanismos cerebrais deste tipo de indivíduo acabam por atuar como um “fertilizante psicológico para transtornos”. A já mencionada hiperatividade cortical, que atua na melhora do pensamento cognitivo e análise de padrões, pode gerar quadros de hiperprocessamento de situações que podem guiar a pessoa a pensamentos paranoicos e/ou obsessivos.

Esses padrões de processamento de informações podem levar a alta consciência metacognitiva, hipersistematização e perfeccionismo. Todos os fatores que podem levar ao desenvolvimento de TOC.

Tags:

Psicólogo Atividade Cerebral Cérebro Ciência Neurologista