Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Raríssima, espécie de tubarão mais velha que os dinossauros é vista no mar e é recolhida para experimentos

Espécie que pode alcançar 4 metros de comprimento, é nativa das águas abissais e avistamentos na superfície são raríssimos

  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Luiz Dias

  • Agência Correio

Publicado em 26 de maio de 2026 às 13:43

Essa espécie de tubarão costuma viver em águas profundas que podem chegar a 2.500 metros de profundidade
Esse tubarão costuma viver em águas profundas que podem chegar a 2.500 metros de profundidade Crédito: Wikimedia Commons

Uma espécie de tubarão que vive nas profundezas do oceano está chamando a atenção de cientistas depois de aparecer em águas rasas nos Estados Unidos. O animal pertence a uma linhagem mais antiga que os dinossauros.

O tubarão-de-seis-guelras, conhecido pela ciência como Hexanchus griseus, costuma habitar regiões escuras e profundas do mar. No entanto, pesquisadores passaram a observar a espécie no Estreito de Puget, no estado de Washington.

Regaleco é chamado de peixe-do-fim-do-mundo por lendas que associam sua aparição a desastres naturais por Ryokou man / Wikimedia Commons

Aparição rara

A principal característica marcante da espécie é o ambiente em que ela vive. A espécie costuma ocupar áreas que podem chegar a 2,5 km de profundidade, com pouca luz, baixa visibilidade e difícil acesso para pesquisadores.

Ele recebe esse nome pelas seis fendas branquiais em cada lado da cabeça. Enquanto a maior parte das espécies de tubarão conhecidas hoje tem cinco, essa era uma característica mais comum nos tubarões primitivos
Ele recebe esse nome pelas seis fendas branquiais em cada lado da cabeça. Enquanto a maior parte das espécies de tubarão conhecidas hoje tem cinco, essa era uma característica mais comum nos tubarões primitivos Crédito: Stephane Lesbats / Wikimedia Commons

Por isso, cada aparição em águas rasas vira uma oportunidade rara. Cientistas conseguem observar o comportamento do animal, coletar dados e entender melhor como ele usa regiões costeiras ao longo da vida.

O que o trouxe à superfície?

A principal hipótese é que as águas do Estreito de Puget funcionem como berçário. Pesquisadores do Seattle Aquarium afirmam que fêmeas podem retornar à região para dar à luz mais de uma vez.

Depois do nascimento, os filhotes ficariam por anos em áreas mais protegidas do Mar de Salish. Nesse período, eles fazem pequenos deslocamentos e podem subir para águas rasas ao anoitecer.

Não se trata de mudança repentina de habitat, mas de uma fase importante do ciclo de vida que até então não tínhamos tanto contato pelo distanciamento geográfico com o animal
Não se trata de mudança repentina de habitat, mas de uma fase importante do ciclo de vida que até então não tínhamos tanto contato pelo distanciamento geográfico com o animal Crédito: NOAA Ocean Explorer / Wikimedia Commons

Segundo o Seattle Aquarium, os jovens tubarões costumam se deslocar menos de 3 quilômetros por dia. Eles sobem para áreas mais rasas ao entardecer e descem para águas mais profundas ao amanhecer, possivelmente em busca de alimento.

Como será o estudo com os tubarões

Entre maio e setembro, equipes do Seattle Aquarium vão visitar três pontos do Estreito de Puget uma vez por mês. A pesquisa será feita em Redondo Beach, Elliott Bay e nas águas próximas ao sudeste da ilha Bainbridge.

Os animais serão trazidos à superfície por pouco tempo, sempre com acompanhamento de especialistas. Dependendo do tamanho, o tubarão ficará em um suporte feito para o procedimento ou ao lado da embarcação.

Durante a coleta, os cientistas pretendem registrar medidas, obter amostras de tecido, fotografar os animais e instalar dispositivos de rastreamento. O processo deve durar de cinco a 10 minutos.

Esses dados podem revelar três pontos centrais: para onde os tubarões se deslocam ao longo do ano; quais áreas eles usam para se alimentar e crescer; e como a presença humana pode afetar a rotina da espécie.

“Nosso objetivo é responder ao máximo de perguntas possível, desde impactos humanos até fisiologia e seu papel ecológico potencialmente importante em Puget Sound”

Dani Escontrela

cientista de pesquisa do Seattle Aquarium em nota no site oficial da instituição

Mistério não começou agora

O interesse pelos tubarões-de-seis-guelras de Puget Sound não é novo. Em estudo publicado na revista Frontiers in Marine Science, pesquisadores compararam registros feitos entre 2003 e 2005 com dados de 2008 a 2015.

O levantamento mostrou forte queda nas aparições perto do Seattle Aquarium. Foram 273 registros no primeiro período analisado, contra 33 no segundo. A razão dessa diferença ainda não foi confirmada.

Para os cientistas, uma explicação possível é a variação natural no número de jovens tubarões que chegam à região. Ou seja, algumas gerações podem usar o estuário com mais intensidade, enquanto outras aparecem menos.

Tags:

Oceano Ciência Meio Ambiente Tubarão Tubarões