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Da Redação
Publicado em 3 de maio de 2023 às 10:00
- Atualizado há 3 anos
Famosa por vários projetos na Globo, além de novelas e séries, a atriz Regina Casé nem sempre foi bem recebida nas ruas e nas casas dos telespectadores. Aos 69 anos, a apresentadora foi a convidada do podcast "Mano a Mano", do cantor Mano Brown.>
Na conversa, que vai ao ar nesta quinta-feira (4), Casé comentou que já sofreu bastante com o programa "Esquenta", um dos maiores sucessos da Globo aos domingos, onde mostrava diversas pessoas com dificuldades financeiras e que moram nas periferias do país. >
Segundo a global, as pessoas gritavam que ela não gostava de pobre e nem de preto porque morava na zona sul do Rio de Janeiro.>
"No “Esquenta!”, o estigma do programa era: 'Regina só anda com bandido' (...) Diziam: 'O 'Esquenta' é programa de maconheiro, macumbeiro, veado, bandido… '. Porque (para eles) funkeiro e bandido são sinônimos. Só que o cara que aparecia lá, ninguém sabia o nome. Eles sabem o meu. Então, todo o preconceito contra cada uma dessas pessoas fazia um funil e um ralo e vinha para mim. A vida da gente era ruim pra caramba. De embate na rua", disse.>
Ainda na conversa, que estará nas plataformas digitais, Regina contou que os atores nordestinos conseguiram mudar do humor para teledramaturgia séria após Lázaro Ramos e Wagner Moura terem quebrado o preconceito. >
"O preconceito é tão forte e tão completamente naturalizado que não adianta, ninguém conseguiria vê-los num papel sério ou dramático. Hoje em dia, depois de Lázaro Ramos e Wagner Moura, esse preconceito vem sendo quebrado. Qualquer nordestino era fadado a ficar sem humor. Eu descobri isso logo", finalizou.>