Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Não é só facção: por que você nunca deve fazer sinal de 'V' de vitória em fotos nas redes sociais

Um gesto corriqueiro em fotos pode entregar mais do que você imagina, mesmo em redes sociais populares

  • Foto do(a) author(a) Helena Merencio
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Helena Merencio

  • Agência Correio

Publicado em 30 de março de 2026 às 12:37

O avanço da Inteligência Artificial permitiu que softwares consigam analisar fotos de alta resolução e identificar padrões únicos das impressões digitais
O avanço da Inteligência Artificial permitiu que softwares consigam analisar fotos de alta resolução e identificar padrões únicos das impressões digitais Crédito: Freepik

A evolução das câmeras de celulares trouxe uma consequência inesperada: a possibilidade de expor dados biométricos mesmo em situações corriqueiras.

Em 2026, aparelhos de uso diário já capturam detalhes minuciosos da pele, incluindo marcas das impressões digitais, que antes só eram registradas com equipamentos específicos.

Redes Sociais passam a ter responsabilizadas por posts ilegais de usuários por Shutterstock

Segundo especialistas em cibersegurança, criminosos digitais estão explorando esse avanço. Com o auxílio de Inteligência Artificial, fotos publicadas em redes sociais como Instagram e WhatsApp podem fornecer material suficiente para tentar acessar aplicativos protegidos por biometria, incluindo serviços bancários.

O problema se apresenta de forma sutil. Gestos cotidianos, como o famoso sinal de “paz e amor”, com os dedos formando um “V” e a palma voltada para a câmera, tornam-se uma vulnerabilidade potencial.

Especialistas alertam que, dependendo da resolução da foto e da iluminação, esse tipo de imagem pode permitir a reconstrução das digitais, criando riscos que a maioria dos usuários não percebe ao postar uma foto aparentemente inofensiva.

Quando a foto revela mais do que deveria

O avanço da Inteligência Artificial permitiu que softwares consigam analisar fotos de alta resolução e identificar padrões únicos das impressões digitais.

Ferramentas que ampliam imagens, ajustam contraste e destacam texturas da pele estão cada vez mais acessíveis, tornando possível a reconstrução de digitais a partir de fotos comuns.

Segundo especialistas, mesmo imagens feitas de forma casual podem fornecer material suficiente para que hackers contornem medidas de segurança.

Além da resolução da câmera, outros fatores aumentam o risco, como proximidade da mão em relação à lente; assim, iluminação direta e o contraste natural da pele são elementos que favorecem a captura dos sulcos das digitais.

Em situações do dia a dia, uma selfie ou foto com amigos pode, sem que o usuário perceba, registrar dados que se tornam valiosos para criminosos digitais.

Parece inofensivo, mas preocupa autoridades

O sinal de “V” não é apenas um gesto popular: passou a ser monitorado por órgãos oficiais em alguns países. No Japão, autoridades emitiram alertas sobre o gesto em fotos publicadas online, após testes demonstrarem que a reprodução das impressões digitais era possível com técnicas avançadas de análise de imagem.

Pesquisadores explicam que, em condições de boa iluminação e proximidade da câmera, os detalhes da pele ficam suficientemente evidentes para uso indevido.

Especialistas também destacam que não é apenas o gesto em si que gera risco. Fotos com mãos abertas, independentemente do sinal, podem fornecer dados valiosos para softwares que buscam mapear padrões biométricos.

A combinação entre tecnologia cada vez mais avançada e hábitos cotidianos cria uma situação em que a segurança digital se torna mais frágil do que se imagina.

O que mudar na hora de postar

Apesar do alerta, não é necessário evitar fotos ou gestos populares completamente. Há medidas simples que podem reduzir significativamente a exposição.

Tomar algumas medidas de cuidado como enquadramentos muito próximos, manter uma certa distância entre a mão e a câmera e reduzir a iluminação direta sobre os dedos dificultam a captura de detalhes biométricos.

Especialistas enfatizam que pequenas mudanças no hábito diário podem ser muito eficazes.

Além disso, a forma como as imagens circulam nas redes sociais também é determinante. Configurar as postagens para serem vistas apenas por pessoas próximas ou limitar o acesso reduz a chance de que esses dados sejam explorados.

Tags:

Dicas