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Agência Correio
Bianca Hirakawa
Publicado em 12 de abril de 2026 às 07:00
Cada vez mais pessoas estão trocando o alto custo de viver na Europa por uma alternativa inusitada: trabalhar algumas horas por dia em troca de hospedagem e alimentação. Na Itália, essa tendência vem ganhando força e tem atraído, inclusive, brasileiros em busca de uma experiência internacional mais acessível. >
A proposta é simples: em vez de pagar aluguel, o participante oferece habilidades e tempo em atividades voluntárias. Em troca, recebe moradia, refeições e, principalmente, uma imersão cultural no estilo de vida italiano.>
Itália
Os programas variam bastante. Há oportunidades em fazendas orgânicas, hostels, projetos sociais e até iniciativas de preservação histórica em pequenas vilas. Em muitos casos, a jornada diária gira entre 4 e 6 horas de trabalho, o que garante tempo livre para explorar a região.>
Plataformas como a Workaway e redes de voluntariado rural têm impulsionado esse modelo, conectando anfitriões a viajantes dispostos a colaborar. O objetivo vai além da economia: trata-se de viver como um local, aprender o idioma e criar conexões reais — algo que o turismo tradicional dificilmente proporciona.>
O movimento também atende a uma necessidade do próprio país. Muitas vagas estão concentradas em regiões menos povoadas, onde há interesse em revitalizar comunidades, preservar tradições e estimular o turismo fora dos grandes centros.>
Além disso, iniciativas públicas e privadas vêm ampliando o número de oportunidades. Em 2026, programas ligados ao voluntariado chegaram a ofertar dezenas de milhares de vagas, reforçando a estratégia de atrair jovens do mundo todo.>
Apesar das vantagens, é importante atenção às regras. Brasileiros podem permanecer até 90 dias na Europa como turistas, mas o voluntariado não substitui um visto de trabalho. Para estadias mais longas, é necessário regularizar a situação ainda no Brasil.>