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Felipe Sena
Publicado em 23 de abril de 2026 às 19:20
Um crime seguido de duas tragédias chocou a classe média alta do Rio de Janeiro e gerou repercussão nacional. Após não suportar a falência da família, o engenheiro Waldo de Carvalho Wunder, de 57 anos, matou a esposa, Paulette Kahane, de 48 anos, e as filhas, Carolina, de 19 anos, e Mariana, de 14 anos. >
A tragédia aconteceu na Barra da Tijuca, bairro de classe média alta do Rio de Janeiro, em 2003. Antes da tragédia, ele foi sequestrado e viu a falência de suas empresas.>
Waldo de Carvalho Wunder
Na madrugada de 27 de maio de 2003, na cobertura onde a família vivia, com um total de 18 disparos, Waldo matou a esposa e as filhas enquanto elas dormiam, de acordo com o jornal Folha de SP. Apesar de nada justificar um assassinato, o engenheiro não superava a falencia de seus negócios, o que dificultava o convívio familiar. Carolina era estudante de odontologia na Universidade Estácio de Sá e Mariana estava na 8ª série do Colégio Carolina Patrício, uma escola cara, localizada na zona sul da cidade. >
Na década de 1990, o empresário viu sua indústria de tintas falir. Em seguida, decidiu investir em uma franquia de uma grife paulistana de roupas femininas, mas precisou fechar a loja menos de um ano depois. As dívidas ficaram próximas a R$ 1 milhão, e Wunder respondia na Justiça a processos de cobranças, de acordo com a revista J.P.>
Oito anos antes do crime, Wunder foi sequestrado, e ficou 15 dias preso em um cativeiro na Favela da Rocinha, em São Conrado, durante 15 dias. O empresário foi torturado, recebeu pancadas e, mesmo depois de solto, continuou sendo ameaçado, o que o levou a adquirir armas para proteger a família.>
Por causa do sequestro, Paulette teve que vender uma loja no Fashion Mall, shopping center do Rio de Janeiro, seis meses antes de ser morta pelo esposo.>
Caso você tenha pensamentos suicidas, procure ajuda especializada como o CVV (www.cvv.org.br) e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil. >