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Helena Merencio
Agência Correio
Publicado em 7 de maio de 2026 às 20:00
Poder bradar “Eu sou o rei do mundo!” pendurado no convés do “inafundável” Titanic foi um momento que só Leonardo Dicaprio pode experienciar, interpretando o célebre Jack no longa vencedor de 11 estatuetas do Oscar. No entanto, realizar descobertas arrebatadoras dentro dos naufrágios da vida real fica ao encargo dos cientistas de 2026. >
Jack gostava de pintar garotas francesas em 1912, mas atualmente os cientistas perscrutam o Mediterraneo atrás do Camarat 4, o naufrágio mais profundo da França. >
Titanic
Esse navio está localizado a 2,5 mil metros de profundidade e guarda um tesouro incalculável: um conjunto de peças arqueológicas que remontam ao século 16. O mais curioso é que esses elementos foram encontrados em ótimo estado de preservação.>
Essa descoberta está sendo investigada pelos cientistas em colaboração com a Marinha francesa, utilizando o aparato de robôs subaquáticos, de acordo com artigo publicado pelo portal Archeology Mag. >
Enquanto isso, as análises indicam que esse naufrágio é provavelmente uma embarcação mercante do século 16, que teria partido de Gênova ou do norte da Itália. Ele só não teria sido saqueado por outras embarcações em decorrência da profundidade que se encontrava, superior a 2.500 metros.>
Foi próximo à região de Saint-Tropez, no Largo de Ramatuelle, que o naufrágio foi encontrado, através de um mapeamento do fundo do mar que teve seu início em 2026.>
No entanto, o objetivo do projeto governamental que fez essa descoberta estava longe disso; eles visavam manter o monitoramento de depósitos minerais, cabos submarinos e demais recursos em grandes profundidades.>
Durante esse processo, imagens de equipamentos de sonar(sistema que, através de ondas sonoras para detectar, mapear e localizar objetos submersos), mostraram uma espécie de estrutura até então estranha aos pesquisadores, e que, portanto, era incompatível com elementos de formação natural daquele ecossistema.>
Os diversos aparatos utilizados na busca resultaram no achado de inúmeros artefatos de origem ainda mais curiosa que sua detecção.>
Existe uma variedade extensa nos objetos achados pela sonda, que vai desde cerâmicas frias e cargas metálicas em barro à armamentos da época.>
Além disso, também foram encontrados pratos, jarros e ânforas ornamentados, cuja natureza auxiliou os cientistas a tentar localizar a origem mais provável de todo aquele conjunto, através dos padrões de consumo e estética preferida que os registros históricos associam à época vivida nas regiões que seriam ligadas ao navio.>
Cada uma dessas peças está sendo encaminhada à um laboratório em Marselha, para que passem por um processo de dessalinização, análises químicas e tomográficas e por fim, consolidação.>
A fim de reconstituir rotas comerciais do Mediterraneo, os cientistas estão cruzando os dados dos achados no navio com documentos portuários e registros da época; quem sabe, dessa forma, eles consigam também associar o naufrágio encontrado à algum navio famoso do século 16.>