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Turismo espacial já existe: veja quanto custa viajar ao espaço hoje, quais os destinos possíveis e o risco da viagem

O mercado já tem voos suborbitais, viagens orbitais e balões, mas os destinos mais ambiciosos seguem no campo da promessa

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Agência Correio

  • Luiz Dias

Publicado em 3 de junho de 2026 às 21:00

Realidade em filmes de ficção científica está se tornando mais próxima a cada dia, mesmo que lentamente
Realidade em filmes de ficção científica está se tornando mais próxima a cada dia, mesmo que lentamente Crédito: Divulgação / IMDb

Filmes de ficção científica como Ad Astra e Interestelar ajudaram a criar no imaginário comum o sonho de visitar o espaço: o turismo espacial. No entanto, essa modalidade turística já existe e diversas empresas operam esses serviços.

Na prática, o turismo espacial se divide hoje em quatro frentes:

  • voos suborbitais, que sobem até a borda do espaço e retornam em seguida.
  • missões orbitais.
  • balões estratosféricos.
  • a quarta, por enquanto, segue no campo da promessa: Lua e Marte.
Nas missões orbitais, o turista não faz um bate e volta, ele permanece em órbita por dias, como ocorreu nas missões privadas da Axiom à ISS por Zelch Csaba / Pexels

Logo abaixo da órbita

Os voos suborbitais são a modalidade mais conhecida, em que o passageiro deixa a atmosfera densa, vê a curvatura da Terra e experimenta alguns minutos de microgravidade antes da descida. A viagem é curta, mas já basta para vender a experiência de um astronauta que saiu da Terra.

Esse é o segmento em que ficaram mais conhecidas empresas como Blue Origin e Virgin Galactic. Ainda assim, a atividade segue longe de se tornar popular.

Lançamento da aeronave New Shepard NS-36 da Blue Origin feito em outubro de 2025
Lançamento da aeronave New Shepard NS-36 da Blue Origin feito em outubro de 2025 Crédito: Space.tracker.nerd / Wikimedia Commons

Os preços continuam na casa de centenas de milhares de dólares por assento, e conta com alguns exames para comprovar a aptidão física para adentrar o espaço. Um passeio com a Virgin Galactic está custando atualmente US$ 750 mil (cerca de R$ 3,9 milhões), enquanto as chinesas InterstellOr e Deep Blue Aerospace anunciaram reservas por US$ 430.000 e US$ 210,9 mil, respectivamente.

Além da Terra

Já o turismo orbital representa um degrau muito mais alto em complexidade e custo. Em vez de uma experiência breve, o viajante entra em órbita baixa e permanece no espaço por dias ou semanas.

Nesse modelo, o turista se aproxima mais da figura de um astronauta privado do que da de um passageiro convencional.

As missões privadas à Estação Espacial Internacional (ISS) ajudaram a consolidar essa etapa do mercado. Empresas como a Axiom Space passaram a organizar viagens em parceria com operadores de lançamento.

Porém, os valores, que podem chegar a dezenas de milhões de dólares, mantêm esse nicho restrito a bilionários e projetos institucionais. Segundo anúncio da Axiom, uma missão de 10 dias custava na faixa média dos US$ 60 milhões (R$ 301,6 milhões) por assento

Outras modalidades

Outra frente que ganhou atenção é a do chamado “quase espaço”. Nesse caso, a missão não envolve foguetes, mas cápsulas elevadas por balões até a estratosfera. A experiência promete conforto, subida gradual e vista ampla da Terra.

Os valores nessa modalidade variam bastante, mas ficam na faixa das centenas de milhares. Seguem alguns valores, em conversão aproximada: Space Perspective (R$ 629,3 mil), HALO Space (R$ 755,2 mil a R$ 825,7 mil), Eos X Space (R$ 877,7 mil a R$ 1,17 milhão) e Zephalto (R$ 1,05 milhão).

Algumas companhias permitem alugar a cápsula completa com todos os assentos. Na Space Perspective essa modalidade pode chegar a R$ 5,03 milhões
Algumas companhias permitem alugar a cápsula completa com todos os assentos. Na Space Perspective essa modalidade pode chegar a R$ 5,03 milhões Crédito: SpaceX / Pexels

Quando o debate chega à Lua e, sobretudo, a Marte, o cenário muda de escala. Embora empresas e agências espaciais falem em missões futuras e expansão da presença humana, não há hoje turismo regular para esses destinos.

As primeiras missões de astronautas para Marte, por exemplo, estão agendadas apenas para 2030.

Tags:

Luxo Turismo Lua Ciência Espaço