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Agência Correio
Luiz Dias
Publicado em 3 de junho de 2026 às 21:00
Filmes de ficção científica como Ad Astra e Interestelar ajudaram a criar no imaginário comum o sonho de visitar o espaço: o turismo espacial. No entanto, essa modalidade turística já existe e diversas empresas operam esses serviços. >
Na prática, o turismo espacial se divide hoje em quatro frentes:>
Turismo espacial
Os voos suborbitais são a modalidade mais conhecida, em que o passageiro deixa a atmosfera densa, vê a curvatura da Terra e experimenta alguns minutos de microgravidade antes da descida. A viagem é curta, mas já basta para vender a experiência de um astronauta que saiu da Terra. >
Esse é o segmento em que ficaram mais conhecidas empresas como Blue Origin e Virgin Galactic. Ainda assim, a atividade segue longe de se tornar popular. >
Os preços continuam na casa de centenas de milhares de dólares por assento, e conta com alguns exames para comprovar a aptidão física para adentrar o espaço. Um passeio com a Virgin Galactic está custando atualmente US$ 750 mil (cerca de R$ 3,9 milhões), enquanto as chinesas InterstellOr e Deep Blue Aerospace anunciaram reservas por US$ 430.000 e US$ 210,9 mil, respectivamente.>
Já o turismo orbital representa um degrau muito mais alto em complexidade e custo. Em vez de uma experiência breve, o viajante entra em órbita baixa e permanece no espaço por dias ou semanas. >
Nesse modelo, o turista se aproxima mais da figura de um astronauta privado do que da de um passageiro convencional.>
As missões privadas à Estação Espacial Internacional (ISS) ajudaram a consolidar essa etapa do mercado. Empresas como a Axiom Space passaram a organizar viagens em parceria com operadores de lançamento.>
Porém, os valores, que podem chegar a dezenas de milhões de dólares, mantêm esse nicho restrito a bilionários e projetos institucionais. Segundo anúncio da Axiom, uma missão de 10 dias custava na faixa média dos US$ 60 milhões (R$ 301,6 milhões) por assento>
Outra frente que ganhou atenção é a do chamado “quase espaço”. Nesse caso, a missão não envolve foguetes, mas cápsulas elevadas por balões até a estratosfera. A experiência promete conforto, subida gradual e vista ampla da Terra.>
Os valores nessa modalidade variam bastante, mas ficam na faixa das centenas de milhares. Seguem alguns valores, em conversão aproximada: Space Perspective (R$ 629,3 mil), HALO Space (R$ 755,2 mil a R$ 825,7 mil), Eos X Space (R$ 877,7 mil a R$ 1,17 milhão) e Zephalto (R$ 1,05 milhão).>
Quando o debate chega à Lua e, sobretudo, a Marte, o cenário muda de escala. Embora empresas e agências espaciais falem em missões futuras e expansão da presença humana, não há hoje turismo regular para esses destinos. >
As primeiras missões de astronautas para Marte, por exemplo, estão agendadas apenas para 2030.>