Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Veterinário explica causas de choro de cães: 'Não é porque são mimados, e a culpa raramente é do dono'

Veterinário explica por que alguns cães choram quando ficam sozinhos e mostra que o comportamento pode ter causas muito além da relação com o tutor.

  • Foto do(a) author(a) Matheus Ribeiro
  • Matheus Ribeiro

Publicado em 15 de março de 2026 às 10:00

Ansiedade de separação em cães pode nascer antes mesmo da adoção; especialista revela fatores pouco conhecidos que influenciam o comportamento Crédito: Freepik

O choro de um cachorro quando o tutor sai de casa costuma gerar preocupação e até culpa. Muitos donos acreditam que o comportamento é resultado direto da forma como criaram o animal.

No entanto, especialistas explicam que a ansiedade de separação tem causas mais amplas. Fatores genéticos, experiências de vida e até o período de socialização influenciam a forma como o cão reage à ausência do dono.

Pastor-belga malinois abre a lista dos cães mais inteligentes do mundo. De faro apurado, a raça é excelente para ajudar em investigações policiais, além de proteger casas, locais públicos e pontos comerciais  (Shutterstock) por Shutterstock

Por isso, compreender as origens desse comportamento ajuda os tutores a lidar melhor com a situação e evitar interpretações equivocadas sobre o vínculo com o animal.

Ansiedade de separação vai além da forma como o cão é criado

Quando um cachorro começa a chorar ou latir ao perceber que o tutor está saindo de casa, muitos interpretam o comportamento como consequência de excesso de carinho ou dependência emocional.

No entanto, essa explicação simplifica um fenômeno mais complexo. O veterinário Enzo Roubaud, em entrevista ao La Vanguardia, destaca que a ansiedade de separação não pode ser atribuída apenas à educação dada ao animal.

“Muitos donos chegam ao consultório se culpando porque dizem que mimaram demais o cachorro”, relata o especialista ao abordar a preocupação comum entre tutores.

Ele reforça que a origem do problema pode ser diversa. “A síndrome de ansiedade por separação tem múltiplas causas e não é por como você o criou. Pensar isso é simplista e castigador.”

Genética e experiências precoces influenciam o comportament

Entre os fatores que podem contribuir para esse tipo de comportamento está a genética. Segundo o veterinário, características herdadas podem influenciar a forma como o cão reage à solidão.

“Não podemos controlar a genética de um animal”, afirma Roubaud. Isso significa que alguns cães podem ter maior predisposição à ansiedade, independentemente da rotina em casa.

Outro fator envolve experiências vividas ainda antes da adoção. Situações de estresse durante a gestação da mãe podem afetar o desenvolvimento emocional do filhote.

Além disso, o contato inicial com a mãe e o período de socialização desempenham papel decisivo. Essas fases ajudam o animal a aprender como lidar com estímulos, ausência do tutor e mudanças na rotina.

Primeiras semanas de vida são decisivas para o equilíbrio

O desenvolvimento emocional de um cachorro começa muito cedo. Especialistas apontam que as primeiras semanas de vida influenciam diretamente o comportamento do animal na fase adulta.

Quando o desmame ocorre cedo demais, por exemplo, o filhote pode apresentar maior insegurança e dificuldade em lidar com momentos de separação.

Por outro lado, experiências positivas durante o período de socialização ajudam o animal a desenvolver confiança e autonomia.