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Você está chamando seu pet do jeito errado, e é por isso que muitas vezes ele te ignora

Especialistas explicam por que o tom da voz pesa mais do que o apelido na forma como cães e gatos reagem

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Bianca Hirakawa
  • Agência Correio

  • Bianca Hirakawa

Publicado em 23 de abril de 2026 às 20:00

Entenda como pequenos hábitos do dia a dia podem melhorar,  ou confundir, a comunicação com seu animal
Entenda como pequenos hábitos do dia a dia podem melhorar, ou confundir, a comunicação com seu animal Crédito: Pexels

Você pode chamar seu cachorro de vários apelidos ou até inventar nomes completamente aleatórios. Mas existe um detalhe que muita gente ignora. Os pets entendem muito mais o tom da voz do que o apelido em si.

Sim, aquele jeito mais agudo, carinhoso e até meio “infantil” que a gente usa sem perceber faz toda a diferença.

Pastor-belga malinois abre a lista dos cães mais inteligentes do mundo. De faro apurado, a raça é excelente para ajudar em investigações policiais, além de proteger casas, locais públicos e pontos comerciais  (Shutterstock) por Shutterstock

Especialistas explicam que cães e gatos aprendem por associação, ou seja, eles ligam sons a experiências como carinho, comida e passeio.

O segredo está na forma como você fala

Pode reparar no dia a dia: quando você chama com a voz animada, ele vem correndo. Se o tom é mais sério, ele entra em alerta. Já quando é carinhoso, ele relaxa.

Isso acontece porque os pets reconhecem padrões sonoros, não palavras exatas.

A entonação transmite emoção, e a repetição cria uma memória emocional.

Ou seja: seu pet não responde ao “apelido fofo”, mas ao que ele sente ao ouvir.

Você pode ter vários apelidos, mas seu pet entende mesmo é a conexão que vem na sua voz por Pexels

Por que a gente cria tantos apelidos?

Se você começou com um nome e hoje já usa vários, isso é mais comum do que parece.

Dar apelidos acontece porque reforça o vínculo afetivo, cria uma linguagem própria entre tutor e pet e aproxima o animal da dinâmica familiar.

Além disso, muitos apelidos seguem padrões parecidos com a fala com crianças, com rimas, repetições e sons mais suaves.

Isso pode confundir o animal?

Depende.

Se você muda o nome o tempo todo, sem nenhum padrão, o pet pode demorar mais para responder.

Mas quando há consistência e associação positiva, acontece o contrário: o animal consegue reconhecer vários “nomes” sem dificuldade.

Na prática: como melhorar a comunicação com seu pet

  • Prefira apelidos curtos e sonoros
  • Use o mesmo tom em situações parecidas
  • Evite chamar com voz irritada
  • Observe como ele reage

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