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Doris Miranda
Publicado em 14 de abril de 2026 às 06:00
As mazelas do Golpe Militar no Brasil ainda ecoam pelo mundo em obras artísticas. No cinema, serviram de pano de fundo para os filmes Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto. Agora, no teatro, o tema aparece no espetáculo Eu, Zuzu Angel, Agora Milito, que estreia nesta quarta (15) no Teatro Martim Gonçalves, no Canela. >
Com direção e dramaturgia de Sophia Colleti, que também atua, a peça resgata a vida corajosa da estilista mineira Zuzu Angel, que fez da moda a sua voz de protesto contra o regime militar nas décadas de 1960 e 1970. Em sua trajetória de luta e de luto, mas também de ativismo e de uma carreira reconhecida internacionalmente, Zuzu viveu momentos trágicos e de perseguição à sua família. Em 1971, seu filho Stuart, integrante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro, foi sequestrado, torturado e morto pelo governo. >
Veja cenas da peça Eu, Zuzu Angel, Agora Milito
Por cinco anos, ela buscou o corpo do filho e denunciou as circunstâncias de seu assassinato. Em 14 de abril de 1976, Zuzu foi assassinada pelo regime, em um acidente de carro orquestrado por agentes do Estado, fato reconhecido apenas em 1996 por meio da Comissão Nacional da Verdade. O espetáculo estreia em 15 de abril, data em que, 50 anos atrás, acontecia o funeral da estilista. >
SERVIÇO - Espetáculo ‘Eu, Zuzu Angel, Agora Milito’ | de 15 a 26 de abril, no Teatro Martim Gonçalves (Canela), quintas e sextas (19h), sábados (16h e 19h) e domingos (16h) | Ingressos: R$ 50 e R$ 25, à venda no Sympla - Clube CORREIO dá 40% de desconto no valor da inteira.>