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Mariana Rios
Publicado em 29 de maio de 2026 às 17:57
A exposição “Bloco Afro Bankoma em exposição: 25 anos de resistência”, inaugurada nesta sexta-feira (29), seguirá no Museu Comunitário Mãe Mirinha de Portão, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, até maio de 2027. A visitação é gratuita e poderá ser feita de segunda a sábado, das 10h às 17h, mediante agendamento prévio pelo Instagram @filhodagomeiaoficial. >
A mostra celebra os 25 anos de trajetória do Bloco Afro Bankoma, uma das referências da cultura afro-baiana no Carnaval de Salvador. O espaço expositivo reúne fotografias históricas, figurinos, adereços da ala de dança, instrumentos musicais e tecidos utilizados nos temas apresentados pelo bloco ao longo dos anos.>
Mostra celebra os 25 anos de trajetória do Bloco Afro Bankoma
Entre os itens expostos estão coroas usadas pelas rainhas do bloco, produzidas artesanalmente no Terreiro São Jorge Filho da Goméia, além de instrumentos como caixa, fundo, repique e xequerê. As fotografias retratam momentos marcantes dos desfiles e elementos ligados a Martim Pescador, entidade que inspira o Bankoma.>
A exposição também propõe uma reflexão sobre o impacto cultural e social do bloco afro na comunidade de Portão e na cultura baiana. Fundado a partir de oficinas culturais voltadas para jovens da região, o Bankoma nasceu do compromisso com a valorização das matrizes africanas, unindo música, dança, espiritualidade e educação cultural.>
O nome “Bankoma” significa “povo em festa”. A agremiação surgiu oficialmente em 2000, estreando no Carnaval de Lauro de Freitas antes de desfilar, no ano seguinte, no Carnaval de Salvador. Parte dos jovens que participaram das primeiras oficinas hoje integra a banda e a ala de dança do bloco.>
A exposição acontece no Museu Comunitário Mãe Mirinha de Portão, espaço inaugurado em 2003 para preservar a memória de Mãe Mirinha de Portão, liderança religiosa e comunitária responsável pela fundação do Terreiro São Jorge Filho da Goméia, tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) desde 2004.>