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Filme Mães Atípicas, curta de cineasta Matheus Rocha, será lançado nesta sexta (8), no Center Lapa

Obra conta história de algumas das 526 mães atendidas pelo programa Empreender com Elas

  • Foto do(a) author(a) Doris Miranda
  • Doris Miranda

Publicado em 5 de maio de 2026 às 16:18

A costureira Márcia de Jesus é uma das personagens do filme
A costureira Márcia de Jesus é uma das personagens do filme Crédito: divulgação

As telonas de cinema vão dar visibilidade às histórias de algumas das 526 mães atípicas atendidas pelo programa Empreender com Elas, desenvolvido há três anos pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre). O curta-metragem Mães Atípicas mergulha na intimidade dessas mulheres, trazendo relatos sensíveis e autênticos sobre suas vivências e destacando o impacto da assistência oferecida pelo programa municipal. Viabilizado pelo edital Viva Cultura, o filme estreia nesta sexta (8), com sessão especial às 9h20, no Center Lapa.

Entre as histórias retratadas está a de Márcia de Jesus, 51, mãe de Ítalo, um jovem de 24 anos com síndrome de Down. Sua trajetória revela como o trabalho com costura se tornou caminho para autonomia financeira, conciliando os cuidados com o filho e a geração de renda. Márcia conta que encontrou no empreendedorismo uma forma de transformar sua realidade.

“Enquanto meu filho estava nas terapias, eu precisava fazer algo. Busquei uma profissão que me permitisse trabalhar em casa e cuidar dele ao mesmo tempo. A costura surgiu como essa oportunidade, mas eu não tinha onde vender. O programa foi um sonho realizado, porque me deu espaço, visibilidade e compreensão”, relata.

Ela destaca emocionada o impacto emocional de participar do filme. “Quero que as pessoas entendam que eu não deixei de ser mulher por ser mãe de uma pessoa com deficiência. Tenho necessidades, sonhos e identidade. Muitas vezes, a sociedade esquece disso. O filme mostra que somos mães, mas também somos pessoas”, diz Márcia.

A direção da produção é assinada pelo cineasta Matheus Rocha, cadeirante e defensor da acessibilidade no audiovisual. Segundo ele, o documentário foi construído a partir de uma pesquisa cuidadosa de personagens e estética visual

“Buscamos histórias fortes e únicas, além de desenvolver uma identidade visual que traduzisse a sensibilidade dessas vivências. O objetivo é criar um espaço de escuta e dar visibilidade a realidades que muitas vezes permanecem invisíveis”, explica o diretor. O projeto conta ainda com o apoio da Punk Hazard Studios, empresa de áudio para cinema sediada em Salvador.

Transformação

A diretora de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência (DPCD), Daiane Pina, ressalta que o filme vai além do registro de histórias pessoais e evidencia a importância das políticas públicas. “O programa nasceu da necessidade de fortalecer a rede de mães atípicas em Salvador. O filme mostra não só os desafios da maternidade atípica, mas também a transformação proporcionada pelo apoio da prefeitura, permitindo que essas mulheres retomem sua autonomia e se reconheçam novamente como protagonistas de suas vidas”, afirma.

O programa oferece suporte para que mães atípicas possam empreender e ampliar a renda familiar. Ao longo dos últimos três anos, diversas ações foram desenvolvidas, incluindo parcerias com instituições voltadas aos direitos das pessoas com deficiência, como associações e centros especializados.

As participantes têm acesso a capacitações e oportunidades de atuação em áreas como alimentação, artesanato, confecção, bijuterias e costura. “São mulheres que, muitas vezes, precisam abrir mão de empregos formais para cuidar dos filhos. O programa cria novas possibilidades para que elas possam gerar renda e conquistar independência financeira”, conclui Daiane.

Tags:

Cinema