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Mariana Rios
Publicado em 14 de maio de 2026 às 10:49
Como um artista transforma uma ideia em instalação, música, performance ou obra visual? E o que acontece dentro de um ateliê antes da arte chegar ao público? Essas perguntas estão no centro do “Mutirão na Vila”, evento gratuito que ocupa nesta sexta-feira (15) o Goethe-Institut Salvador-Bahia, no Corredor da Vitória, com experiências imersivas e encontros entre artistas e visitantes. >
A programação reúne residentes do programa internacional Vila Sul, que passaram dois meses vivendo e pesquisando em Salvador. O público poderá circular pelos estúdios, acompanhar demonstrações ao vivo, conhecer bastidores da produção artística e conversar diretamente com criadores do Brasil, Índia, Canadá e Colômbia.>
Os bastidores da arte com criadores do Brasil, Índia, Canadá e Colômbia
Durante uma noite, o instituto deixa de funcionar apenas como espaço expositivo e vira uma espécie de laboratório aberto de criação. Em vez de encontrar apenas obras prontas, o visitante poderá ver processos em andamento, testes, referências e experimentações que normalmente ficam escondidos do público.>
A proposta é justamente aproximar as pessoas da pergunta que costuma surgir diante de uma obra contemporânea: “como isso foi feito?”.>
Entre as atrações estão instalações têxteis em movimento, teatro de sombras, vídeo-instalações, pesquisas sobre quadrinhos e livros experimentais, além de demonstrações de técnicas de tecelagem andina e apresentações musicais.>
O evento marca o encerramento do primeiro ciclo de residentes do Programa Vila Sul em 2026, iniciativa que recebe artistas estrangeiros em Salvador para períodos de imersão cultural.>
Participam desta edição o brasileiro Dudu Quintanilha, a colombiana María José Murillo, o indiano Ankit Ravani e o canadense Alexandre Craigh.>
Cada um desenvolveu pesquisas ligadas ao tema “Tecidos de Narrativas”, conceito que mistura memória, identidade e pertencimento usando o tecido como metáfora para histórias e conexões culturais.>
Enquanto María José mergulhou em técnicas de tecelagem pré-hispânicas e dialogou com artistas baianos, Ankit Ravani pesquisou o Teatro de Lambe-Lambe — linguagem criada na Bahia — e incorporou elementos do cordel em suas instalações. Já Dudu Quintanilha trabalhou com audiovisual e performance colaborativa, e Alexandre Craigh mistura música, ilustração e narrativa gráfica.>
Segundo Leonel Henckes, diretor de operações da residência, o nome “Mutirão na Vila” reflete justamente essa ideia de criação coletiva. “A residência artística depende do encontro entre pessoas, artistas e a própria cidade. Salvador acaba entrando também no processo criativo”, afirma.>
Serviço>
O quê: Mutirão na Vila – Encerramento da Residência Vila Sul 2026>
Onde: Goethe-Institut Salvador-Bahia – Corredor da Vitória, Salvador>
Quando: Sexta-feira, 15 de maio, das 17h às 21h>
Quanto: Entrada gratuita>
A programação inclui visitas guiadas aos ateliês, instalações visuais, vídeo-dança, pocket show e experiências interativas. O Tropicália Café funcionará durante toda a noite.>