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Da Redação
Publicado em 13 de outubro de 2014 às 05:40
- Atualizado há 3 anos
Casado coma atriz Cleo Pires, Rômulo Neto é adepto da terapia bioenergética e um estudioso da cabala(Foto: Agência O Globo)Fazer striptease e tirar a roupa não é nenhum sacrifício para o malandro Robertão em Império. Mas Rômulo Neto, de 27 anos, intérprete do personagem que usa dos seus atributos físicos para se dar bem na novela de Aguinaldo Silva, revela ter uma certa dose de timidez, apesar de gravar as sequências com tanta desenvoltura. “Guardo um espírito meio exibido que tenho vergonha de mostrar. Mas estou adorando confrontar meus tabus em cena. Nunca faria dessa forma numa festa ou até mesmo em casa para a Cleo (Pires, mulher do ator). >
Já em cena posso dançar e radicalizar. Sei que não serei julgado”, explica o ator. Além do lado exibicionista, Rômulo conta que já teve a preguiça em comum com Robertão. Em 2000, durante a adolescência - na mesma época em que perdeu o pai, o nadador e também ator Rômulo Arantes, em um acidente de ultraleve -, ele admite ter ficado meio perdido. Mas diz que se encontrou após iniciar a carreira de modelo.>
“Não queria estudar, estava meio rebelde. Só queria fazer esportes (começou a competir aos 6 anos na natação seguindo os passos do pai) e colocar tudo para fora. Mas a minha preguiça era até mais criativa do que a do Robertão porque gostava de ir à praia e surfar, e não ficar deitado no sofá”, comparRapaz despudorado: numa das cenas de Império, Robertão toma banho de mar apenas de cueca preta (Foto: TV Globo)PaiAo falar do passado, Rômulo pensa em como seria se o pai pudesse vê-lo agora em seu papel de maior repercussão, depois de estrear na TV em Malhação (2007) e atuar em novelas como Os Mutantes (2008), na Record, e Sangue Bom (2013), no retorno à Globo. Ele descreve a relação de ambos como singular, “uma coisa louca”, e lembra do esforço do atleta para mantê-lo com os pés no chão e incentivá-lo no esporte. “Fico até arrepiado. Tenho certeza que de algum lugar ele está vibrando muito, me ajudando em algum plano, lá em cima, dando força. A gente torcia muito um pelo outro. Nunca vi nenhum amigo ter uma conexão parecida com a que eu tinha com meu pai”, emociona-se. Para compor Robertão e evitar cair em clichês, Rômulo buscou referências em textos de psicanálise e assistiu a filmes como O Talentoso Ripley (1999) e Magic Mike (2012) - este último sobre o universo de strippers. Fez ainda aulas com o preparador de elenco André Monteiro. “Quis explorar a infantilidade, o humor, a ingenuidade, a pureza, para despertar uma empatia nas pessoas que estão assistindo”, constata. Para justificar a maneira antiética com que age o rapaz, Rômulo culpa os pais do personagem Magnólia (Zezé Polessa) e Severo (Tato Gabus Mendes) que, como ele mesmo faz questão de frisar, “criaram os filhos como fonte de renda”. “São dois crápulas que não têm a menor ética, valores e civilidade. Se juntaram e fazem loucuras para sobreviver. Não vejo amor deles pelos filhos”, opina. Apesar do caráter duvidoso, Rômulo acredita nos reais sentimentos de Robertão por Érika (Letícia Birkheuer). O mesmo, segundo ele, não acontece com Téo (Paulo Betti), com quem o personagem nutre uma amizade colorida puramente por interesse financeiro. “Ele se aproveita da carência do Téo, dessa coisa de ele ser um cara de poucos amigos, e dá companhia, mas com o bônus da sexualidade e do prazer. Por mais que curta em certos momentos a companhia do Téo, o significado da relação é grana”. Agora, a beleza de Robertão não ficará mais restrita só a Téo e a Érika. Nos próximos capítulos, o personagem sofrerá uma reviravolta ao ser descoberto por um caçador de talentos de uma agência de modelos. Com o apoio de Érika, acabará contratado para fazer um anúncio de cuecas, tornando-se também ainda mais desejado pela vilã Cora (Drica Moraes). Cleo PiresSe Robertão é bicho solto, na vida real o ator frisa ser bem diferente. Ele planeja oficializar a união com Cleo Pires, com quem está junto há um ano e meio e divide o mesmo teto. Romântico assumido, revela que é do tipo que faz surpresas, manda flores e abre a porta do carro. “O momento de oficializar o que temos não está muito distante. A coisa está fluindo de uma forma natural. Já conversamos sobre o assunto. Não faço questão de igreja, mas de oficializar, sim. Tenho uma visão romântica em relação a esses termos de parceria e compromisso”, diz.>